Como saber se o peixe está fresco? Veja os sinais que evitam erro na Páscoa
Especialistas explicam como escolher com segurança e evitar riscos na hora da compra
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Com a chegada da Páscoa, o consumo de peixe dispara no Brasil e junto com ele cresce um risco silencioso: levar para casa um produto sem qualidade.
Na correria dos supermercados e feiras, muita gente ainda não sabe identificar se o pescado está realmente fresco. O problema é que um erro na escolha pode comprometer não só o sabor, mas também a segurança alimentar.
Especialistas do Instituto de Pesca, ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, alertam: alguns sinais simples fazem toda a diferença — e podem evitar dor de cabeça.
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Os sinais claros de que o peixe está fresco
Antes de comprar, observe com atenção. Um peixe de qualidade apresenta características bem definidas:
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Olhos brilhantes e salientes — nunca fundos ou opacos
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Brânquias avermelhadas e úmidas, sem muco
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Escamas firmes e com brilho natural
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Carne elástica, que volta ao normal ao toque
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Cheiro suave, lembrando o mar — odor forte é alerta
Outro detalhe que muita gente ignora: a conservação. O peixe precisa estar sobre gelo, próximo de 0°C. Sem isso, a deterioração acontece rápido.
Dica prática: deixe o pescado por último no carrinho. Menos tempo fora da refrigeração, menos risco.
Peixe congelado também exige atenção
Nem sempre o fresco é a única opção — mas o congelado também pede cuidado:
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Confira a data de validade
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Evite embalagens com cristais de gelo (pode indicar descongelamento)
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Verifique se o freezer está a -18°C
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Nunca recongele após descongelar
Mais do que tradição: um alimento poderoso
Além de símbolo da Páscoa, o peixe é um dos alimentos mais completos do ponto de vista nutricional.
Rico em ômega 3, contribui para a saúde do coração e do cérebro. Também fornece proteínas de alta qualidade, vitaminas A, D e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.
O consumo regular — de duas a três vezes por semana — está associado à prevenção de doenças cardiovasculares e ao bom funcionamento do organismo.
Um convite para variar no prato
O Instituto de Pesca também chama atenção para os chamados peixes não convencionais, que ainda são pouco consumidos, mas ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a produção regional.
No fim das contas, escolher bem o peixe não é questão de sorte — é questão de saber o que observar.