Como saber se o peixe está fresco? Veja os sinais que evitam erro na Páscoa

    Especialistas explicam como escolher com segurança e evitar riscos na hora da compra

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    Como saber se o peixe está fresco? Veja os sinais que evitam erro na Páscoa
    02deAbrilde2026ás10:39

    Com a chegada da Páscoa, o consumo de peixe dispara no Brasil e junto com ele cresce um risco silencioso: levar para casa um produto sem qualidade.

    Na correria dos supermercados e feiras, muita gente ainda não sabe identificar se o pescado está realmente fresco. O problema é que um erro na escolha pode comprometer não só o sabor, mas também a segurança alimentar.

    Especialistas do Instituto de Pesca, ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, alertam: alguns sinais simples fazem toda a diferença — e podem evitar dor de cabeça.

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    Sinais como olhos brilhantes, brânquias vermelhas e cheiro suave indicam peixe fresco na hora da compra

    Os sinais claros de que o peixe está fresco

    Antes de comprar, observe com atenção. Um peixe de qualidade apresenta características bem definidas:

    • Olhos brilhantes e salientes — nunca fundos ou opacos

    • Brânquias avermelhadas e úmidas, sem muco

    • Escamas firmes e com brilho natural

    • Carne elástica, que volta ao normal ao toque

    • Cheiro suave, lembrando o mar — odor forte é alerta

    Outro detalhe que muita gente ignora: a conservação. O peixe precisa estar sobre gelo, próximo de 0°C. Sem isso, a deterioração acontece rápido.

    Dica prática: deixe o pescado por último no carrinho. Menos tempo fora da refrigeração, menos risco.

    Peixe congelado também exige atenção

    Nem sempre o fresco é a única opção — mas o congelado também pede cuidado:

    • Confira a data de validade

    • Evite embalagens com cristais de gelo (pode indicar descongelamento)

    • Verifique se o freezer está a -18°C

    • Nunca recongele após descongelar

    Mais do que tradição: um alimento poderoso

    Além de símbolo da Páscoa, o peixe é um dos alimentos mais completos do ponto de vista nutricional.

    Rico em ômega 3, contribui para a saúde do coração e do cérebro. Também fornece proteínas de alta qualidade, vitaminas A, D e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.

    O consumo regular — de duas a três vezes por semana — está associado à prevenção de doenças cardiovasculares e ao bom funcionamento do organismo.

    Um convite para variar no prato

    O Instituto de Pesca também chama atenção para os chamados peixes não convencionais, que ainda são pouco consumidos, mas ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a produção regional.

    No fim das contas, escolher bem o peixe não é questão de sorte — é questão de saber o que observar.

     

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