Soja perde força no Brasil após pressão externa e queda do dólar

    Queda nas cotações internacionais, avanço da oferta na América do Sul e desvalorização cambial pressionam os preços no país; óleo segue valorizado com demanda por biodiesel

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    Soja perde força no Brasil após pressão externa e queda do dólar
    06deAbrilde2026ás08:22

    As cotações externas da soja caíram na semana passada devido à maior oferta na América do Sul e às expectativas de expansão da área nos Estados Unidos.

    Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa no mercado internacional foi repassada ao Brasil e acabou sendo intensificada pela desvalorização do dólar frente ao Real.

    Vale lembrar que, até então, os valores da soja estavam firmes, sustentados pelo conflito no Oriente Médio e pela valorização significativa do óleo de soja. No caso do óleo de soja, os valores seguem em alta no Brasil, operando nos patamares de novembro do ano passado.

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    Pesquisadores do Cepea indicam que os preços do derivado são impulsionados pela demanda aquecida para a produção de biodiesel. Já quanto ao farelo, os preços continuam em queda.

    De acordo com pesquisadores do Cepea, consumidores indicam ter estoques suficientes até meados de abril e não demonstram necessidade de novas aquisições no curto prazo.

    A expectativa desses agentes é de preços mais baixos nas próximas semanas, considerando que a maior demanda por óleo pode elevar a disponibilidade de farelo. Vale lembrar que, para cada tonelada de soja processada, são gerados cerca de 190 kg de óleo e 780 kg de farelo. 

     

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