O que acontece agora, após a rejeição de Messias no Senado?

Votação inédita em 132 anos amplia tensão com Alcolumbre, enfraquece articulação do governo e abre disputa por nova indicação à Corte

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O que acontece agora, após a rejeição de Messias no Senado?
30deAbrilde2026ás10:59

Uma pergunta paira no ar: o que pode acontecer, a partir de agora, após a derrota histórica do Governo Lula no Senado, com a rejeição ao nome do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), exatos 132 anos depois da última vez que isso aconteceu na República?

Messias foi barrado por 42 votos contra 34 favoráveis. O resultado (elástico) não só amplia o fosso entre o Planalto e o Congresso como aguça a oposição nas eleições contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é candidato ao quarto mandato, e sai chamuscado da história.

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Em princípio, Lula até pode apresentar um novo nome para avaliação do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem o poder de pautar - ou não - uma segunda indicação. O risco de mais desgaste é flagrante.

Neste caso, o nome mais falado para uma segunda indicação é o do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), esse sim referendado internamente por Alcolumbre e pelo Senado desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo, em outubro de 2025.

O entendimento da Casa Alta é que a boa relação junto a Pacheco seria o fiel da balança para “cavar” uma cadeira na Suprema Corte, um ministro de confiança do Legislativo e provavelmente mais “afável” em decisões judiciais em que políticos ficam na alça de mira.