Petrobras aumenta gasolina em meio à disparada do petróleo no exterior
Subsídio federal reduz impacto do reajuste nas refinarias, enquanto tensão no Oriente Médio mantém pressão sobre o mercado internacional de petróleo
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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, que passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro a partir desta sexta-feira (29).
O aumento residual de R$ 0,04 ocorre após a aplicação da subvenção econômica criada pelo governo federal para amenizar os impactos da alta internacional do petróleo.
Segundo a estatal, o reajuste integral seria de R$ 0,48 por litro. No entanto, haverá desconto de R$ 0,44 por litro no âmbito da subvenção prevista na Medida Provisória nº 1.358/2026, no Decreto nº 12.984 e na Portaria MF nº 1.496, publicada pelo Ministério da Fazenda.
Na prática, sem o subsídio, a alta nas refinarias seria de 17,1%. Com a compensação federal, o reajuste efetivo ficou limitado a 1,5%.
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A medida ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional após o agravamento das tensões no Oriente Médio, especialmente depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de fevereiro. Desde então, a cotação do barril do tipo Brent saiu da faixa de US$ 70 para superar US$ 110 em determinados momentos.
O decreto que viabilizou o subsídio foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira. O custo estimado da medida para os cofres públicos é de R$ 1,2 bilhão por mês.
Impacto limitado nas bombas
A Petrobras informou que o efeito ao consumidor final também tende a ser reduzido. Isso porque a gasolina C vendida nos postos é composta por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro.
Com o reajuste, a participação da Petrobras no preço final da gasolina passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, o que representa impacto residual de até R$ 0,03 por litro ao consumidor.
A estatal destacou ainda que o valor atual permanece 27,6% abaixo do praticado em 31 de dezembro de 2022.
Além da parcela da Petrobras, o preço pago pelo consumidor inclui tributos, mistura obrigatória de biocombustíveis, custos de distribuição e margens de revenda.
O último reajuste da gasolina havia ocorrido em janeiro deste ano, quando a Petrobras reduziu o preço médio do combustível em R$ 0,14 por litro. Já o diesel teve aumento de R$ 0,38 em março, também em meio à escalada das tensões geopolíticas e da alta do petróleo.