“Geopolítica já entrou dentro da fazenda”, diz diretora da CNA

Sueme Mori diz que competitividade já não garante mercado e defende reação mais estratégica do agro brasileiro diante da disputa global

“Geopolítica já entrou dentro da fazenda”, diz diretora da CNA
15deMaiode2026ás16:00

A diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Sueme Mori, afirmou que a geopolítica passou a fazer parte da tomada de decisão dentro das fazendas brasileiras e defendeu que o agro nacional amplie sua presença internacional para evitar se tornar apenas “tomador de regra” em um cenário de enfraquecimento do comércio global.

Geopolítica já entrou dentro da fazenda”, afirmou ela ao Agrofy News, durante o 4º Congresso Abramilho, em Brasília

Segundo ela, o atual cenário internacional exige atenção crescente dos produtores rurais, mesmo daqueles voltados ao mercado interno.

“Nós precisamos estar atento do que acontece lá fora. Não dá para achar que mesmo quem vende só aqui dentro, acompanhando a taxa de juros do Brasil, as mudanças regulatórias do Brasil, isso não vai chegar no produtor. Uma mudança na China altera a rotina daqui”, explicou.

A diretora da CNA destacou que decisões tomadas por grandes potências já afetam diretamente cadeias produtivas brasileiras, especialmente nas commodities agrícolas.

“O plano quinquenal que a China lançou agora, por exemplo, que fala do aumento da preocupação com a segurança alimentar e o aumento da produtividade, visando aumento de produção interna para diminuir dependência de fornecedor. Isso impacta diretamente o produtor de milho, por exemplo."

Sueme Mori fala sobre geopolítica, comércio internacional e desafios do agro brasileiro em evento do setor

China, Estados Unidos e tarifas entram no radar

A diretora da CNA afirmou que produtores e entidades do setor precisarão monitorar cada vez mais os movimentos de países estratégicos, principalmente China e Estados Unidos.

“Se a gente fala das duas grandes potências, Estados Unidos e China, você tem que estar atento ao que está acontecendo, porque o que acontece com eles impacta toda a dinâmica do mercado internacional. Temos que estar atento e se antecipar os movimentos de países compradores e não compradores."”, afirmou.

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Ela também demonstrou preocupação com investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos e possíveis mudanças tarifárias envolvendo o Brasil.