Tomate, cenoura e batata explodem de preço e passam de 100% de alta

IPCA-15 avançou 0,41% em junho, enquanto os três alimentos mais que dobraram de preço no primeiro semestre

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Batata-inglesa e tomate em banca de feira; os dois produtos registraram altas expressivas no primeiro semestre, segundo o IBGE.Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Batata-inglesa e tomate em banca de feira; os dois produtos registraram altas expressivas no primeiro semestre, segundo o IBGE.Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

25deJunhode2026ás11:44

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) que o IPCA-15 avançou 0,41% em junho, desacelerando em relação à alta de 0,62% registrada em maio.

Apesar da desaceleração do índice em junho, tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no acumulado do primeiro semestre. Os alimentos têm custos muito relacionados às condições climáticas.

Os três produtos acumularam altas superiores a 100% entre janeiro e junho. O tomate subiu 103,84%, a cenoura avançou 103,10% e a batata-inglesa teve alta de 100,20%.

Em junho, a batata-inglesa aumentou 29,42%, enquanto o tomate ficou 17,27% mais caro.

A taxa do IPCA-15 ficou 0,21 ponto percentual (p.p.) abaixo da observada em maio. No acumulado do primeiro semestre, o índice subiu 3,45%. Em 12 meses, a inflação medida pelo indicador alcançou 4,80%, acima dos 4,64% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, o IPCA-15 havia avançado 0,26%.

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O IPCA-E, calculado a partir do acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,93%, acima da taxa de 1,05% registrada no mesmo período de 2025.

Alimentos mantêm maior impacto no índice

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e bebidas registrou a maior variação em junho, de 0,74%, e o maior impacto no índice do mês, de 0,16 p.p. O grupo desacelerou em relação a maio, quando havia subido 1,38%.

A alimentação no domicílio passou de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Além da batata-inglesa e do tomate, as principais altas foram observadas no feijão-carioca, com avanço de 14,29%, e na cebola, de 9,54%.