Governo eleva mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%

    Medida aprovada pelo CNPE valerá por 180 dias, com possibilidade de prorrogação, e deve evitar a importação de 900 milhões de litros de gasolina por ano

    Por |
    Motorista abastece um veículo em posto de combustíveis após decisão do governo de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.

    Medida, aprovada pelo CNPE, valerá por 180 dias e deve reduzir a importação de combustíveis pelo Brasil. Foto: José Cruz/Ag. Brasil

    14deJulhode2026ás11:45

    O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário do teor obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina, que passará de 30% para 32%.

    A medida valerá por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, e busca reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados.

    Segundo o Ministério de Minas e Energia, a resolução permitirá que o Brasil deixe de importar cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano.

    A decisão leva em conta a instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, marcada pela volatilidade no abastecimento global.

    “Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, destacou a pasta em nota.

    >> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

    >> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

    Estudos técnicos

    De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi respaldada por testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que comprovaram a viabilidade da mistura E32 em veículos leves e motocicletas, sem comprometer o desempenho ou o consumo, inclusive em motores não flex.

    Enquanto a mistura E32 entra em vigor, o governo seguirá avaliando os efeitos de teores ainda maiores de etanol anidro na gasolina, como o E35, com 35% de mistura.

    Os estudos têm como foco a durabilidade dos componentes automotivos e os impactos do combustível no longo prazo.

    Temas nesta notícia