Cotações de soja e milho recuam após máximas históricas

Segundo o Cepea, avanço da colheita e desvalorização do dólar pressionam preços

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Cotações de soja e milho recuam após máximas históricas
28deMarçode2022ás13:49

Os preços da soja e do milho recuaram na última semana depois de atingirem máximas históricas. O indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 4,3% para a soja e 5,47% no caso do milho, segundo atualizações divulgadas hoje pelo Cepea.

No caso do milho, o índice voltou a operar abaixo dos R$ 100/saca de 60 kg, depois de atingir R$ 103,90/sc no dia 14 de março, a máxima nominal da série histórica, fechando a R$ 96,98/sc na sexta-feira, 25.

Segundo informações do Cepea, a pressão vem especialmente do enfraquecimento da demanda. Além disso, parte dos produtores esteve mais flexível nos valores de negociação, seja porque pretende aproveitar os atuais preços, ou para fazer caixa e quitar dívidas de custeio deste mês.

Outros produtores, ainda, precisam comercializar lotes da safra verão, que começa a ganhar ritmo no Sudeste brasileiro.

Complexo soja

Já para a soja, os prêmios de exportação e os valores do complexo soja recuaram no mercado doméstico nos últimos dias.

A pressão veio da desvalorização do Dólar frente ao Real, da oferta pelo fim colheita em importantes áreas do Brasil, do início da colheita na Argentina e das expectativas de aumento de área da oleaginosa nos Estados Unidos.

Entre 18 e 25 de março, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou significativos 4,3%, a R$ 193,27/saca de 60 kg na sexta. No caso do farelo de soja, os preços do derivado também recuaram nos últimos dias.

Além de ser influenciado pela desvalorização do grão, grande parte dos consumidores se abasteceu de curto a médio prazo e não sinalizou necessidade de negociar grandes volumes no mercado spot.

Por sua vez no mercado de óleo de soja, a liquidez está baixa. A disparidade entre os valores de compradores e vendedores é alta, uma vez que parte das indústrias ainda não repassou a queda do grão para o derivado, com pedidas acima da paridade de exportação. 

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