Implantação do 5G poderá elevar Brasil ao posto de hub tecnológico, diz ministro

Fábio Faria disse que Anatel foi ágil no planejamento da nova tecnologia

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Implantação do 5G poderá elevar Brasil ao posto de hub tecnológico, diz ministro
05deMaiode2022ás17:05

 

Com potencial de velocidade de conexão vinte vezes maior que a do 4G, a implantação a internet de quinta geração (5G) no Brasil, de acordo com o Ministro de Comunicações, Fábio Faria, poderá elevar o País ao posto de Hub de tecnologias para uso, inclusive, de outras nações.

A afirmação foi feita pelo político durante a solenidade de posse de Carlos Baigorri na presidência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília, na última quarta-feira.

Para o ministro, é fundamental que a Anatel trabalhe com toda agilidade possível para a concretização do 5G no Brasil. “Nós falamos [nos encontros com autoridades do setor de telecomunicações] sobre tecnologia. O que é novo hoje ficará obsoleto amanhã. Se atrasarmos, ficaremos para trás e não recuperaremos mais”, disse ao elogiar o “tempo recorde” com o qual o tema vem tratado pelos conselheiros da Anatel.

“Temos muita burocracia [no setor público] e um tempo diferente do [habitual no] setor privado”, disse Faria. “No privado, basta apenas tomar uma decisão. Aqui, temos de passar pelo convencimento”, acrescentou ao comentar sobre os desafios observados durante os processos de planejamento e implantação do 5G no país.

 

Agronegócio

A implantação do 5G é esperada com ansiedade pelo ecossistema agro. No setor, a expectativa do Governo Federal é que a nova conectividade traga um impulso de 10%, gerando, naturalmente, efeitos em toda a economia brasileira.

Uma pesquisa realizada em 2021, pela consultoria Omdia, em parceria com a Nokia, revelou que a perspectiva é que em 15 anos, a partir de sua implementação, os ganhos financeiros com o uso 5G superem a marca de US$ 1,1 trilhão – sendo a estimativa de US$ 76 bilhões somente para o agronegócio.

Entre os benefícios do 5G para os produtores rurais está o fato de que será possível ampliar a conectividade, uma vez que muitos ainda dependem das redes públicas, além de reduzir o gap de tecnologia no campo e remodelar os negócios, contando, por exemplo, com maior atuação das fintechs nacionais.

 

Anatel

Sobre o novo presidente da Anatel, Fábio Faria disse que, antes da escolha, buscava um perfil que pudesse "harmonizar" a agência. “Baigorri representa uma palavra: solução”, disse o ministro.

“As demandas da sociedade são outras atualmente. A Anatel tem de atender essas novas expectativas do século 21. Somos uma agência do século 20 com ferramentas do século 20 [criadas] para [enfrentar] problemas do século 20. Neste século 21 precisamos de novas ferramentas. Precisamos interagir com outros órgãos para que, de braços dados, possamos atender às expectativas da sociedade, junto com a academia”, revelou Baigorri em seu discurso.

Segundo ele, esses novos desafios exigem nova visão, dialogo e participação social.

 

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