Consumo dos brasileiros sobe 2,59% no 1º tri de 2022

Associação Brasileira de Supermercados (Abras) "culpa" inflação pela alta nos gastos

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Consumo dos brasileiros sobe 2,59% no 1º tri de 2022
12deMaiode2022ás16:40

A inflação que cada vez “bate mais forte” na porta dos brasileiros puxou um aumento de 2,59% no consumo das famílias, no primeiro trimestre de 2022, de acordo com o Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje, dia 12.

Tomate, cebola, leite longa vida e óleo de soja, com aumentos de 27,22%, 10,55%, 9,34% e 8,9%, respectivamente, são os líderes entre os alimentos mais impactados pela inflação do período.

“O aumento no consumo se deve à pressão inflacionária puxada pelo repasse dos custos de produção na cadeia de alimentos, especialmente pelo aumento do preço do óleo diesel, que impacta o frete na logística dos produtos”, disse o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

O mês de março registrou a maior variação do consumo do trimestre, com alta de 6,58% na comparação com fevereiro. Já com relação a março de 2021, a alta foi de 2,41%.

Ainda de acordo com os dados, a cesta Abrasmercado – que reúne 35 produtos de largo consumo -  acumulou em 2022 alta de 5,11%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em março, a cesta registrou alta de 2,40% e passou de R$ 719,06 em fevereiro para R$ 736,34 em março. Em 12 meses, o crescimento foi de 15,45%.

Segundo Milan, a pesquisa reafirma que o comportamento dos brasileiros está mudado, quando o tema é consumo. Para ele, as pessoas voltaram a reduzir com gastos fora de casa, para garantir o abastecimento com a renda, que está mais restrita. “Os consumidores também  estão buscando diversificar os canais de compra. Temos visto a busca por embalagens com preço menor ou pelo desconto família, a troca as marcas que utiliza por outras mais baratas e mais raciocínio no momento da compra." 

Balança inflacionária

De acordo com a Abras, as maiores quedas no primeiro trimestre foram registradas nos preços do pernil (-0,51%), do açúcar refinado (-0,13%) e da carne traseira (-0,07%).

A região Sul obteve a maior variação no preço médio e teve a cesta mais cara dentre todas as regiões, com alta de 3,38%, ao passar de R$ 787,85 em fevereiro para R$ 814,48 em março.

A região Sudeste ficou com a segunda colocação no ranking de maior variação no preço da cesta, com alta de 3,16% - o valor foi de R$ 700,00 em fevereiro para R$ 722,14 em março.

Nas outras regiões, as variações no preço da cesta em março na comparação com fevereiro foram respectivamente: Nordeste (1,93%), Norte (1,84%), Centro-Oeste (1,58%).

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