Agricultores paulistas buscam proteger plantações das geadas

Nebulização dos tomateiros é uma das medidas para proteger a colheita durante frentes frias

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Agricultores paulistas buscam proteger plantações das geadas
24deMaiode2022ás17:50

Às vésperas de mais um inverno (a estação terá início em 21 de junho), produtores rurais do Estado de São Paulo investem em medidas para proteger suas plantações. Muito deles, reconhecem que os danos das geadas de 2021 foram os gatilhos para as mudanças. 

Um exemplo é a história de Marcelo Oraggio, que cultiva tomate e café em uma pequena propriedade em Socorro, na região da Serra da Mantiqueira.

Depois de perder parte de sua colheita de tomates em 2021, ele aualmente aposta na nebulização dos tomateiros para evitar o prejuízo.

O processo, que já utilizado para a aspersão do “fumacê”, no combate à dengue, e para a aplicação de alguns defensivos, tem sido também utilizado em lavouras  para criar uma “capa” que protege a planta da ação do frio.

A nebulização é feita com óleo mineral e não interfere na qualidade do alimento para o consumo, de acordo com o produtor.

“Eu cultivo tomate variedade italiana tipo mesa há 12 anos e no ano passado, com a chegada da geada, fizemos o que sabíamos, mas não deu muito resultado. Perdemos quatro mil caixas de tomate no ponto de colheita”, conta Marcelo, em depoimento publicado no site da Secretaria de Agricultura de São Paulo sobre frente frias no estado.

Ele, então, buscou, atendimento na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Bragança Paulista e diz que os técnicos o ajudaram a traçar planos para 2022. “Temos essa roça de 15 mil pés, pretendemos salvar tudo, e outra, de outra variedade, que também receberá a nebulização”. 

Região é "vítima" frequente do frio

A região de Socorro é predominantemente marcada pela cafeicultura, olericultura, fruticultura. E também é conhecida por ser mais suscetível ao impacto do frio, caracterítico da localização, e cujos danos causados por geadas ocorrem com o congelamento dos tecidos e dos líquidos internos das plantas.

Chefe da Casa da Agricultura de Socorro, Rodrigo Binotti explica que a experiência de perdas anteriores tem feito com que cada vez mais os produtores procurem alternativas para reduzir os efeitos de uma eventual geada. São diversas as medidas, de acordo com o agrônomo, tais como a nebulização, quando possível, e práticas culturais, como a permanência da lavoura em solo limpo e pulverizações foliares.

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