Brasil pode armazenar apenas 67,5% da safra anual

Segundo o IBGE, capacidade de estocar chegou a 183,3 milhões de toneladas em 2021

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Brasil pode armazenar apenas 67,5% da safra anual
08deJunhode2022ás11:33

A capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 183,3 milhões toneladas no segundo semestre de 2021, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje.

Este volume é 1,5% superior ao semestre anterior, mas ainda muito aquém do serie necessário para estocar um ano de produção. Em relação à safra prevista pela Conab, a disponibilidade seria suficiente para estocar apenas 67% da produção de grãos prevista para 2021/2022, estimada em 271,3 milhões de toneladas.

Em alguns estados, a situação é melhor. Por exemplo, o Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.159) e o Mato Grosso, a maior capacidade: 45,5 milhões de toneladas. O estoque de produtos agrícolas totalizou 36,7 milhões de toneladas, uma alta de 31,1% frente às 28 milhões de toneladas de 31 de dezembro de 2020.

No segundo semestre de 2021, as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul tiveram aumentos no número de estabelecimentos de 3,8%, 1,8% e 1,3%, respectivamente, enquanto o Sudeste e o Nordeste apresentaram quedas de 0,1% e 0,4%.

Em relação aos estoques dos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, os estoques de milho representaram o maior volume (16,9 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,7 milhões), trigo (6,4 milhões), arroz (2,4 milhões) e café (1,1 milhão).

Estes produtos constituem 94 % do total estocado entre os produtos monitorados pela pesquisa.

Capacidade dos silos 

Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 92,5 milhões de toneladas, o que representou 50,4% da capacidade útil total. Em relação ao primeiro semestre de 2021, a capacidade dos silos cresceu 2,3%.

Na sequência, assinalam-se os armazéns graneleiros e granelizados, que atingiram 68,6 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, uma alta de 1,3% ante o semestre anterior. Este tipo de armazéns é responsável por 37,4% da armazenagem nacional.

Com relação aos armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 22,3 milhões de toneladas, o que representou uma queda de 1,1% em relação ao 1º semestre de 2021. Esses armazéns contribuem com 12,2% da capacidade total de armazenagem.

Por região, os silos predominam na região Sul, sendo responsáveis por 63,1% da capacidade armazenadora da região e 49,8% da capacidade total de silos do país. O tipo graneleiros e granelizados aparece com maior intensidade no Centro-Oeste, com 53,6% da capacidade da região e 56,4% da capacidade total do país.

Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam na região Sul (34,7%), seguido de perto pela região Sudeste (31,6%). Estas duas regiões juntas correspondem a 66,3% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.

Número de estabelecimentos 

A Pesquisa de Estoques detectou 8.197 estabelecimentos ativos no segundo semestre de 2021, uma alta de 1,2% ante o primeiro semestre de 2021. Neste período, as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul tiveram aumentos no número de estabelecimentos de 3,8%, 1,8% e 1,3%, respectivamente, enquanto Sudeste e Nordeste apresentaram quedas de 0,1% e 0,4%.

O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.159), seguido do Mato Grosso (1.397) e Paraná (1.340). Mato Grosso tem a maior capacidade de armazenagem do País, com 45,5 milhões de toneladas.

Deste total, 59,1% são do tipo graneleiros e 34,2% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná têm 34,6 e 32,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, e o silo é predominante nesses estados.

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