IBGE: Índice de Preços ao Produtor subiu 1,83% em maio

Setor de alimentos teve a menor alta dos últimos quatro meses: de 0,32%

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IBGE: Índice de Preços ao Produtor subiu 1,83% em maio
04deJulhode2022ás12:45

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,83% em maio, na comparação com abril, de acordo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estásticas (IBGE), divulgadas na sexta-feira (dia 1).

No acumulado no ano a variação atingiu 9,06% e, considerando os últimos 12 meses, chegou a 19,15%. Em maio, das 24 atividades analisadas, 21 tiveram alta de preços.

Ainda segundo o IBGE, a variação de preços repercutiu entre as categorias econômicas avaliadas da seguinte maneira: 2,04% de variação em bens de capital; 2,43% em bens intermediários; e 0,77% em bens de consumo, sendo que em bens de consumo durável foi de 0,62%, e nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis foi de 0,80%.

Já as quatro maiores variações no período foram em: indústrias extrativas (alta de 12,50%); papel e celulose (+4,96%); fumo (+4,55%); e outros equipamentos de transporte (3,96%).

Por outro lado, a indústria de alimentos (que tem o maior peso no cálculo) apresentou desaceleração nos preços de 0,32% (variação em maio), afetada pelo fim da colheita da soja e pelo maior nível do abate de bovinos - a maior oferta nestas duas cadeias puxou o  preço médio do setor para baixo.

Além da fabricação de alimentos, outra atividade com peso importante no índice, o setor de outros produtos químicos, apresentou uma variação negativa de 1,31%, refletindo a redução do preço internacional dos insumos fertilizantes frente ao período de entressafras na América Latina.

Setor de alimentos teve "menor alta"

Ainda sobre o setor de alimentos, apesar de manter variação positiva pelo quarto mês seguido, foi registrada a menor oscilação mensal: de 0,32%, depois de ter variado 0,67%, em fevereiro, 2,76%, em março, e 2,21%, em abril.

No acumulado no ano, a variação de maio alcançou 5,85%, 2,80 p.p. abaixo do que havia sido em maio de 2021. O destaque dado ao setor está no fato de ter sido a terceira maior influência no acumulado no ano, 1,39 p.p., em 9,06%, e a segunda no acumulado em 12 meses, 3,70 p.p., em 19,15%.

Vale dizer que alimentos é o setor com o maior peso atual no cálculo do indicador geral (23,04%).

Abate e moagem de café entre as variações negativas

Dos seis grupos abertos no setor alimentício, quatro apresentaram variação negativa de preços no período. São eles: abate e fabricação de produtos de carne (-0,03%); fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais (-1,63%); moagem, fabricação de produtos amiláceos e de alimentos para animais (-0,43%); e torrefação e moagem de café” (-0,24%).

laticínio e fabricação e refino de açúcar tiveram alta de 2,74% e 1,50%, respectivamente.

A tabela completa está disponível no site do IBGE.

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