Louis Dreyfus fatura US$ 53,2 bilhões em 2025, mas lucro recua para US$ 653 milhões

    Receita cresce e volume avança 10,6%, mas lucro cai frente a 2024 em meio a cenário global desafiador

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    Louis Dreyfus fatura US$ 53,2 bilhões em 2025, mas lucro recua para US$ 653 milhões
    18deMarçode2026ás13:12

    A Louis Dreyfus Company (LDC) registrou receita líquida de US$ 53,2 bilhões em 2025, com EBITDA de US$ 1,83 bilhão e lucro líquido de US$ 653 milhões,  queda em relação aos US$ 726 milhões apurados em 2024.

    O volume comercializado avançou 10,6% no período, enquanto os investimentos (capex) somaram US$ 1,98 bilhão.

    Em um cenário marcado por desafios geopolíticos, macroeconômicos e ambientais, a empresa apresentou desempenho considerado resiliente. O resultado operacional por segmento totalizou US$ 2,256 bilhões, levemente abaixo do registrado no ano anterior.

    Segundo o CEO da companhia, Michael Gelchie, a LDC conseguiu atravessar as incertezas de mercado apoiada na gestão de risco, na presença global e na diversificação de negócios.

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    Ele destacou que os investimentos realizados ao longo de 2025 sustentam a estratégia de crescimento e a transformação da empresa em uma plataforma mais integrada e inovadora nos segmentos de alimentos, ração, fibras e ingredientes.

    Investimentos e expansão global

    Os aportes se concentraram na ampliação de capacidade e ganhos operacionais em diferentes regiões. Na América do Norte, a companhia avançou no processamento de canola e proteína de ervilha no Canadá e na construção de uma nova unidade de soja em Ohio, nos Estados Unidos.

    Na América do Sul, os investimentos incluíram melhorias em logística e armazenagem na Argentina, além da expansão da capacidade industrial.

    No Brasil, a LDC direcionou recursos para o replantio de pomares cítricos, a ampliação de unidades da plataforma de sucos e a conclusão de um terminal intermodal em Pederneiras. A empresa também avançou na construção de um hub logístico em Rondonópolis, inaugurado em fevereiro de 2026.

    Na Europa, a companhia reforçou a presença com aquisições na Hungria e Polônia, além da incorporação de um negócio de ingredientes alimentares e de saúde. Já na Ásia, ampliou operações com novas unidades industriais e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com destaque para China e Indonésia.

    Avanços em sustentabilidade

    Na agenda de sustentabilidade, a empresa reportou evolução nos três pilares estratégicos. As emissões de escopos 1 e 2 foram reduzidas em 9,31%, enquanto 98% da originação passou a ser livre de desmatamento.

    A adoção de práticas de agricultura regenerativa alcançou 67 mil hectares até o fim de 2025.

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