Brasil busca ampliar comércio com Liga dos Estados Árabes

Comércio com os países chegou a US$ 24 bilhões em 2021

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Brasil busca ampliar comércio com Liga dos Estados Árabes
04deJulhode2022ás15:20

Depois de um 2021 histórico, diante da cifra de US$ 24 bilhões em negócios, o Brasil segue trabalhando para ampliar as relações comerciais com os países árabes.

Nesta segunda (dia 4), o secretário de Comércio Exterior, Lucas Pedreira de Couto Ferraz, participou de evento no qual exaltou a importância da diversificação no comércio com os países árabes.   

“Temos hoje uma agenda muito importante com os países árabes, mas gostaríamos de ter uma agenda mais diversificada, tanto na pauta de exportação quanto na de importação", disse Ferraz durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, que ocorre em São Paulo.

Para ele, o crescimento do agronegócio nacional acompanha a ascensão dos países árabes, assim como o comércio entre os países cresce para suprir as demandas. “Vemos o crescimento das nossas exportações de commodities agrícolas para os países da região, assim como o aumento no suprimento de commodities minerais, sobretudo aquelas voltadas para o comércio de fertilizantes”, afirmou. 

Já o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em discurso gravado para a abertura do evento, que o total de investimentos de fundos árabes no Brasil em 2022 se aproxima de US$ 20 bilhões. Ele ainda acrescentou que a participação brasileira na Expo Dubai gerou negócios com a previsão de investimentos de US$ 10 bilhões. 

“O mundo árabe constitui o terceiro maior mercado para o Brasil no exterior, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. A corrente de comércio entre o Brasil e os países da liga árabe alcançou, em 2021, mais de US$ 24 bilhões, um recorde na série histórica. Esse número deve seguir aumentando. De janeiro a abril, as exportações do Brasil para o mundo árabe saltaram de US$ 4 bilhões em 2021 para US$ 5,2 bilhões em 2022”, declarou.  

Maiores fornecedores do mundo

Durante o evento, Ferraz destacou ainda a posição do Brasil entre os maiores fornecedores do mundo e o processo de ascensão do país à OCDE ([Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

“O processo de ascensão do Brasil à OCDE está entre as medidas que irão trazer melhorias para o ambiente de negócios internacionais, aumentando produtividade, crescimento e gerando empregos e mais renda a longo prazo”. 

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, que também participa do Fórum,  destacou que o Brasil é atualmente o maior exportador de proteína halal - produção de carne que segue rigorosas regras de sanidade e rastreabilidade e que atende a comunidade muçulmana do mundo.

“Para além do setor de alimentos, cresce ainda a demanda de outros itens, como minério de ferro”, disse o ministro. 

Ele também falou sobre as importações de fertilizantes dos países árabes e sua relevância para o agronegócio nacional. “Os investimentos árabes no Brasil acompanham a tendência positiva, o mercado brasileiro torna-se cada vez mais atraente especialmente nos setores de manufatura, turismo, alimentos e de infraestrutura. Em sentido inverso, nossas empresas estão cada vez mais presentes na região, como é o caso da Vale, que mantém um dos maiores investimentos do Brasil no Oriente Médio”.

Fórum

Com o tema "Legado e Inovação", o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes é dedicado aos temas centrais da relação bilateral entre o Brasil e os 22 países que formam a Liga dos Estados Árabes.

 

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