Países banhados pelo Atlântico criam pacto sustentável

Além do Brasil, União Europeia e outros seis países assinaram um protocolo em prol do oceano

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Acorde prevê, entre outras ações, uso da tecnologia em prol da sustentabilidade do Atlântico. (Crédito da imagem: Generoso De Biase/Unsplash)

Acorde prevê, entre outras ações, uso da tecnologia em prol da sustentabilidade do Atlântico. (Crédito da imagem: Generoso De Biase/Unsplash)

13deJulhode2022ás15:05

O Brasil, a União Europeia e outros seis países que compartilham as águas do Oceano Atlântico assinaram nesta quarta-feira (dia 13), em Washington, nos Estados Unidos, a Declaração de Todo o Atlântico (em inglês All Atlantic Declaration).

Trata-se de um protocolo de intenções que busca estimular a integração de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação desenvolvida pelas nações signatárias com o objetivo de promover a sustentabilidade do mar Atlântico.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a intenção é estabelecer uma “aliança de longa duração para o compartilhamento de conhecimentos, infraestruturas e capacidades.”

A assinatura da declaração ocorreu durante o evento ministerial que integra o Fórum 2022 de Pesquisa Oceânica de Todo o Atlântico, evento que completa o encontro científico realizado em Brasília, de 31 de maio a 2 de junho.

Algo grandioso 

Além do Brasil e do bloco europeu, África do Sul, Argentina, Cabo Verde, Canadá, Estados Unidos e Marrocos também assinaram a declaração.

Durante o evento no Estados Unidos, o representante brasileiro, secretário nacional de Pesquisa e Formação Científica, Marcelo Morales, disse estar emocionado por participar de “algo grandioso”.

“Estamos iniciando um processo que, se for bem-sucedido, tem o potencial de realmente mudar os paradigmas”, disse Morales, acrescentando que a nova declaração revigora iniciativas anteriores, como a Declaração de Belém, que o Brasil assinou em 2017, junto à África do Sul e a União Europeia.

“Este foi um passo muito importante. Todos sabemos que o mar é o elemento essencial da vida. Mesmo assim, isso ainda não foi suficiente para que a sociedade mude a atitude predatória de exploração dos mares”, disse Morales.

O Fórum continua amanhã (14), quando o tema serão intervenções sobre as ligações entre o tema e a Década da Ciência Oceânica. Estão previstas quatro mesas de debates sobre os principais aspectos discutidos durante o evento científico.

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