Vendas externas de suínos crescem, mas preço recua

Valor pago pela carne suína nacional em julho teve baixa de 2%

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Exportações da carne suína aumentaram 5,2%, mas valor pagou reduziu. (Foto: divulgação Governo do Paraná)

Exportações da carne suína aumentaram 5,2%, mas valor pagou reduziu. (Foto: divulgação Governo do Paraná)

04deAgostode2022ás14:46

O mês de julho apresentou dois cenários distintos para os suinocultores brasileiros. Isso porque, apesar do aumento nas vendas externas da carne in natura, de 5,2%, na comparação com junho, o preço da tonelada pago teve um recuou 2%. 

Conforme último balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex),  cujos dados foram compilados e analisados pelo Cepea/USP, em julho, foram embarcadas 87,9 mil toneladas de carne suína in natura – número que indica queda de 5,3% na comparação com julho/21.

Já o valor pago pela carne suína nacional no mercado externo em julho teve baixa de 2% frente ao mês anterior, segundo a Secex, passando de US$ 2.429,42 em junho para US$ 2.380,90 no último mês. 

ABPA prevê melhora no segundo semestre

Para o segundo semestre, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê um aumento nas importações chinesas de carne suína, devido à formação de estoques para eventos festivos no país.

Além disso, a abertura de novos mercados, como Canadá e Tailândia, e as reduções tarifárias da Coréia do Sul e do Vietnã também podem favorecer a carne suína brasileira no cenário internacional.

Segundo a entidade, que divulgou recentemente um relatório de projeção de produção, a oferta da carne suína deve fechar 2022 com alta de até 5%, somando 4,95 milhões de toneladas.

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