China impõe tarifa de 55% à carne brasileira

    Medida entra em vigor em janeiro, vale até 2028 e aplica sobretaxa sobre volumes que ultrapassarem cotas anuais por país

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    China impõe tarifa de 55% à carne brasileira
    31deDezembrode2025ás09:20

    A China vai passar a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem cotas anuais por país a partir de 1º de janeiro, em uma medida válida por três anos, até dezembro de 2028. 

    A decisão foi anunciada pelo Ministério do Comércio da China e atinge diretamente grandes fornecedores, como Brasil, Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos. 

    O Brasil, principal exportador para o mercado chinês, terá a maior fatia da cota em 2026, com 41,1% de um volume total de 2,7 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 1,1 milhão de toneladas.

    A Argentina ficará com um limite de aproximadamente metade desse volume, enquanto o Uruguai terá uma cota de 324 mil toneladas. A Austrália contará com cerca de 205 mil toneladas, e os Estados Unidos, com 164 mil toneladas.

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    Segundo o governo chinês, a medida é resultado de uma investigação iniciada no fim de 2024, que concluiu que o aumento das importações de carne bovina causou dano relevante à indústria doméstica, em um cenário de excesso de oferta e demanda enfraquecida.

    Dentro das cotas, seguem valendo as tarifas atuais; os volumes que ultrapassarem o limite passarão a pagar o adicional de 55%.

    O ministério informou ainda que as cotas não utilizadas não poderão ser transferidas para anos seguintes e que a tarifa extra será aplicada poucos dias após o esgotamento do volume anual de cada país.

    Apesar do endurecimento, a China afirmou que a medida tem caráter temporário e busca equilibrar a proteção do setor interno com a manutenção do comércio internacional.

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