Como o Brasil reage à cota da China sobre a carne bovina
Governo aposta em negociação diplomática, atuação na OMC e abertura de novos mercados para reduzir impactos da medida chinesa sobre exportações brasileiras

A decisão da China, anunciada no último dia do ano passado, de estabelecer uma cota tarifária de 1,1 milhão de toneladas para a carne bovina brasileira, com aplicação de tarifa de 55% sobre os volumes que ultrapassarem esse limite, acendeu um sinal de atenção no setor.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo brasileiro tomou conhecimento da decisão chinesa de aplicar uma medida de salvaguarda às importações globais de carne bovina e acompanha o tema de perto.
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A medida tem vigência prevista de três anos.
“O governo brasileiro tem agido de forma coordenada com o setor privado e seguirá atuando junto ao governo chinês tanto em nível bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio , com vistas a mitigar o impacto da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor”, diz a nota oficial.
Em entrevista à TV Globo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a decisão chinesa, de modo geral, “não é algo tão preocupante”. Segundo ele, o Brasil vem ampliando, nos últimos anos, o acesso da carne bovina a outros mercados internacionais.
“Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para carne bovina por todo o mundo, mais ampliações de mercados que já eram abertos. Portanto, o Brasil está relativamente preparado para intempéries comerciais”, afirmou Fávaro.
Salvaguardas e contexto comercial
