Como o Brasil reage à cota da China sobre a carne bovina

Governo aposta em negociação diplomática, atuação na OMC e abertura de novos mercados para reduzir impactos da medida chinesa sobre exportações brasileiras

Como o Brasil reage à cota da China sobre a carne bovina
02deJaneirode2026ás09:22

A decisão da China, anunciada no último dia do ano passado, de estabelecer uma cota tarifária de 1,1 milhão de toneladas para a carne bovina brasileira, com aplicação de tarifa de 55% sobre os volumes que ultrapassarem esse limite, acendeu um sinal de atenção no setor. 

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo brasileiro tomou conhecimento da decisão chinesa de aplicar uma medida de salvaguarda às importações globais de carne bovina e acompanha o tema de perto.

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A medida tem vigência prevista de três anos.   

“O governo brasileiro tem agido de forma coordenada com o setor privado e seguirá atuando junto ao governo chinês tanto em nível bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio , com vistas a mitigar o impacto da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor”, diz a nota oficial.

Em entrevista à TV Globo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a decisão chinesa, de modo geral, “não é algo tão preocupante”. Segundo ele, o Brasil vem ampliando, nos últimos anos, o acesso da carne bovina a outros mercados internacionais.

“Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para carne bovina por todo o mundo, mais ampliações de mercados que já eram abertos. Portanto, o Brasil está relativamente preparado para intempéries comerciais”, afirmou Fávaro. 

Salvaguardas e contexto comercial