Estudo mostra como OGM reduz emissões de GEE na Europa

    Segundo a CropLife Brasil, tecnologia genética reduz emissões em até 33 milhões de toneladas por ano

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    Estudo se destacar por 'calcular' reduções. (Foto: CropLife)

    Estudo se destacar por 'calcular' reduções. (Foto: CropLife)

    09deSetembrode2022ás11:59

    Estudo realizado por pesquisadores da Alemanha e Estados Unidos indica como a adoção de culturas geneticamente modificadas (GM), em países da União Europeia (UE), poderia reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em até 33 milhões de toneladas de gás carbono equivalente (CO2eq) por ano. 

    A quantidade representa 7,5% das emissões agrícolas de GEE da Europa em 2017, por exemplo, de acordo com reportagem sobre o estudo publicada pela CropLife Brasil.

    Diante do aumento da emissão de GEE, muito em funções de atividades humanas, como o desmatamento, a pesquisa é apontada como caminho para quem busca conciliar a vida moderna e cuidado com o meio-ambiente, especialmente produtores da Europa.

    Neste sentido, na agricultura, as ferramentas de biotecnologia tem acelerado o processo de melhoramento genético das plantas e desenvolvido sementes e mudas adaptadas às novas condições climáticas.

    Mas não é só isso, as culturas geneticamente modificadas – entre elas as plantas transgênicas –  têm sido adotadas por mais de duas décadas e demonstrado ganhos no rendimento (produtividade).

    A depender da região e variedade adotadas, a lavoura pode ter um rendimento aumentado em até 22%.

    No entanto, na União Europeia (UE), em virtude da morosidade do seu sistema regulatório, a adoção das culturas GM ainda é muito baixa. Nesse sentido, o estudo liderado pela pesquisadora Emma Kovak, do Instituto Breakthrough, traz um olhar científico de como essas tecnologias podem atuar na mitigação de GEE.

    Fatores considerados 

    Para chegar aos 33 milhões de toneladas de CO2eq que poderiam ser mitigados ao ano, a pesquisa considerou três fatores: a taxa de adoção para as culturas GM (milho, soja, algodão, canola e beterraba) semelhante à dos Estados Unidos; o CO2 armazenado no solo e nas florestas; e aplicação de fertilizantes e outros insumos nas lavouras.

    Ao analisar e conectar esses dados, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a substituição das sementes convencionais pelas sementes GM reduz significativamente as emissões de GEE.

    Nesse cenário, a mitigação de GEE é impulsionada pela conservação do CO2 armazenado no solo e nas florestas e pela disponibilidade de uma grande variedade de sementes geneticamente modificadas de milho com característica de resistência a insetos e tolerância a herbicidas combinadas. 

    São as sementes GM que aumentam a produtividade e diminuem a necessidade de realizar mudanças no uso da terra para a agricultura.

    Aumento da produtividade e exportações

    Além disso, o aumento da produtividade agrícola na UE levaria a maiores exportações, menores importações e, portanto, reduções na produção e mudanças no uso da terra, também, em outros lugares. O que poderia impactar em menores emissões globais de GEE.

    A baixa adoção da biotecnologia agrícola se opõe às metas climáticas da própria EU.

    Com isso, é importante que cientistas continuem a apresentar trabalhos como o da pesquisadora Emma Kovak e evitar que a biotecnologia seja excluída das práticas agrícolas.

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