Brasil deve exportar 45 milhões de ton de milho em 2023

    Projeção da Conab considera aumento na produção interna e restrição mundial do grão

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    A expectativa é que safra 2022/2023 produção 127 milhões de toneladas. (foto - Sistema CNA/Senar)

    A expectativa é que safra 2022/2023 produção 127 milhões de toneladas. (foto - Sistema CNA/Senar)

    27deOutubrode2022ás17:23

    O Brasil deve produzir 127 milhões de toneladas de milho na safra 2022/2023, número que aponta para um crescimento de 12,5% em relação ao último ciclo. 

    A maior quantidade a ser colhida tende a conter as pressões de uma restrição da oferta do grão no cenário mundial, diante da redução do grão nos Estados Unidos e de problemas de safra na União Europeia.

    A avaliação é da Companhia Nacional de Abastecimento e consta no boletim AgroConab, divulgado nesta quinta-feira (dia 27).

    De acordo com o documento, a safra de milho na União Europeia deverá ser a menor registrada desde 2008.

    Além disso, o governo dos Estados Unidos confirmou um corte na produção e nos estoques do cereal nos Estados Unidos para a safra 2022/23, o que pressiona os preços do grão no mercado internacional, influenciando também a cotação interna.

    Com este panorama, há uma tendência de aumento da demanda exportadora brasileira.

    A Conab prevê que 45 milhões de toneladas serão exportadas na safra 2022/2023, uma vez que as demais 81,75 milhões de toneladas destinam-se ao consumo interno em 2023 - um aumento previsto de 6,17% comparativamente à safra anterior.

    Soja: Paraná tem sinal de alerta 

    Já para a soja, a análise da Conab mostra que problemas de escoamento de grãos no rio Mississipi, nos Estados Unidos, têm influenciado no maior valor dos prêmios de portos nacionais.

    Se por um lado há registro de elevação, os preços do grão no mercado apresentam queda, seguindo o comportamento das cotações internacionais.

    De acordo com o boletim, pressionam para baixo os preços em Chicago, a elevação dos estoques de passagem norte-americanos divulgada pelo USDA, o bom avanço da colheita nos Estados Unidos, a oferta mundial elevada e a possibilidade de recessão no mundo.

    Em contrapartida, a preocupação com o clima na América do Sul dá sustentação às cotações da oleaginosa.

    No Brasil, a partir da última semana de setembro, as ocorrências de chuvas no Paraná acenderam o sinal de alerta, com atrasos nos trabalhos de colheita que podem vir a comprometer a qualidade dos grãos colhidos.

    Com isso, a tendência de baixa foi alterada e as cotações passaram a apresentar valorizações.

    O boletim está disponível na íntegra no site da Conab.

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