Hedgepoint reduz estimativa de superávit global do café para 8,2 milhões de sacas

Empresa revisa projeção após reduzir estimativas de produção em alguns países, mantém previsão de safra recorde no Brasil e alerta para os riscos do El Niño sobre a oferta global

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Lavoura de café durante a colheita no Brasil, em cenário de análise sobre o mercado global e a safra 2026/27.

Hedgepoint reduziu a estimativa de superávit global do café para 8,2 milhões de sacas, mas manteve a expectativa de safra recorde no Brasil e alertou para os riscos climáticos associados ao El Niño.

31deJulhode2026ás10:01

O mercado global de café segue altamente volátil, com as atenções voltadas para o avanço da colheita da safra 2026/27 no Brasil e para os possíveis efeitos do El Niño sobre outras origens produtoras.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, a estimativa de superávit mundial para a temporada foi revisada de 9,9 milhões para 8,2 milhões de sacas, após ajustes para baixo na produção de alguns países em razão de padrões irregulares de precipitação.

A avaliação foi apresentada durante a Live com os Especialistas sobre o mercado de café. Apesar da redução, a empresa destaca que o excedente ainda pode permitir uma recuperação dos estoques globais. No entanto, a estrutura atual do mercado, os custos e a tendência das importações nos países de destino podem levar os países de origem a reter parte da produção.

Cenário macroeconômico segue pressionado

O ambiente internacional continua influenciado pelos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Após a assinatura de um Memorando de Entendimento, em 18 de junho de 2026, para suspender as hostilidades por 60 dias, os preços da energia recuaram. Entretanto, novos ataques registrados em 7 de julho voltaram a elevar as tensões, pressionando o setor energético e reforçando as expectativas de inflação persistente.

Nesse contexto, o Banco Central Europeu elevou suas três taxas de juros de referência em 25 pontos-base, enquanto o Federal Reserve manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas indicou que uma nova alta ainda poderá ocorrer em 2026, já que a inflação permanece acima da meta de 2%. No Brasil, o diferencial de juros em relação aos Estados Unidos continua favorecendo operações de carry trade.