Bolsonaro e 90% das redes sociais desaprovam invasões em Brasília
Instituto Quaest revelou levantamento sobre mais de 2,2 milhões de menções aos ataques
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Apenas 8% mencionaram alegria com os atos antidemocráticos. (foto - redes sociais)
O instituto de pesquisa Quaest divulgou que 90% das menções nas redes sociais desaprovam as invasões ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocorridas ontem (dia 8) em Brasília.
No total, a amostra aleatória reúne 2,2 milhões de publicações que se referem às invasões na capital federal. De acordo com o diretor do instituto, Felipe Nunes, foram observadas muitas críticas à atuação da Polícia Militar do Distrito Federal.
O cientista social também coletou os sentimentos associados às postagens sobre os ataques no Distrito Federal. O recorte indica que 46% dos brasileiros sentem tristeza em relação aos crimes cometidos nesta tarde de domingo; 25% estão com medo e 18% sentem desgosto.
Apenas 8% mencionaram alegria com os atos antidemocráticos. Além deles, cerca de 3% também manifestaram raiva.
A maioria dos brasileiros estão tristes (46%), com medo (25%) e com desgosto (18%) com a invasão da praça dos 3 poderes. Apenas 8% estão alegres, mostrando o tamanho do que está representado na invasão de hoje. pic.twitter.com/1y4ywclvQw — Felipe Nunes (@felipnunes) January 8, 2023
Segundo analistas, os atos golpistas e antidemocráticos podem favorecer Lula por gerar um isolamento ainda maior de bolsonaristas radicais.
Bolsonaro critica vandalismo
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro condenou, em sua conta de Twitter, o vandalismo na Praça dos Três Poderes. Ele, inclusive, foi citado pelo atual presidente Lula como "responsável" pelo ocorrido por atitudes quando ainda exercia o cargo.
- Manifestações pacíficas, na forma da lei, fazem parte da democracia. Contudo, depredações e invasões de prédios públicos como ocorridos no dia de hoje, assim como os praticados pela esquerda em 2013 e 2017, fogem à regra. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) January 9, 2023
Outras entidades, como a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) e o Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical), bem como lideranças do setor agro, como o Minsitro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro, e a senadora Tereza Cristina.
Meta vai bloquear conteúdo pró-invasão
A Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou que vai começar a remover e bloquear de suas redes sociais conteúdo em defesa das invasões às sedes dos três Poderes da República.
Segundo a BBC, um porta-voz do Meta disse que excluiria imediatamente postagens "pedindo que as pessoas peguem em armas ou invadam à força o Congresso, o Palácio do Planalto e outros prédios federais".
"Também estamos classificando isso como um ato de violação, o que significa que removeremos conteúdo que apoie ou enalteça essas ações", acrescentou o porta-voz.