Após invasão na Cargill, governo Lula recua e derruba decreto das hidrovias
Proposta visava fortalecer o transporte fluvial como alternativa mais barata e eficiente para escoar a produção, especialmente soja e milho do Centro-Oeste rumo aos portos do Arco Norte
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O governo federal decidiu revogar o decreto 12.600/2025, que incluía trechos de rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização (PND), abrindo caminho para estudos de concessão de hidrovias na região.
A decisão foi anunciada no fim da tarde da segunda-feira (23), pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, poucos dias após a invasão do terminal de cargas da multinacional Cargill, em Santarém (PA), por manifestantes indígenas contrários à medida.
Publicado em 2025, o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) incluía trechos estratégicos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no PND. Na prática, isso autorizava o governo a realizar estudos técnicos para avaliar concessões ou modelos de gestão privada dessas hidrovias.
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A proposta tinha um objetivo claro: fortalecer o transporte fluvial como alternativa mais barata e eficiente para escoar a produção agrícola, especialmente soja e milho do Centro-Oeste rumo aos portos do Arco Norte.
O setor produtivo via a iniciativa com otimismo, já que, na prática, ela poderia representar uma redução no custo por tonelada transportada, redução da pressão sobre rodovias e ganho de competitividade nas exportações.