Inflação acima da meta em 2022: de quem é a 'culpa'?

Encarecimento da commodities e inércia de reajustes pressionaram preços, avalia Banco Central

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Pela primeira vez em quatro anos, a caderneta de poupança rendeu mais que a inflação. (foto - Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Pela primeira vez em quatro anos, a caderneta de poupança rendeu mais que a inflação. (foto - Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

11deJaneirode2023ás11:25

O encarecimento das commodities (bens primários com cotação internacional), os gargalos nas cadeias de produção globais e a inércia de reajustes do ano anterior (como aluguéis) foram os principais responsáveis por pressionar os preços em 2022. 

A avaliação consta em carta enviada pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta semana, para justificar o descumprimento da meta de inflação no ano passado.

Segundo o documento, divulgado pela Agência Brasil, a autoridade monetária prevê que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cairá de 5,79% em 2022 para 5% em 2023.

Mesmo assim, ficará acima da meta para este ano, fixada em 3,25%, podendo chegar a 4,75%, por causa da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

A volta da cobrança de tributos sobre os combustíveis que tinha sido reduzida em 2022, destacou o presidente do BC, terá impactos na inflação deste ano.