Boletim Prohort: frutas têm queda de preços em dezembro

    Por outro lado, preços de batata e tomate subiram

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    Clima mais chuvoso levou a um menor fluxo de comercialização da melancia em dezembro. (foto - Sistema CNA/Senar)

    Clima mais chuvoso levou a um menor fluxo de comercialização da melancia em dezembro. (foto - Sistema CNA/Senar)

    17deJaneirode2023ás14:46

    Divulgado nesta terça-feira (dia 17), o 1º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) aponta para redução nos preços das frutas em dezembro como contraponto a alta do tomate e da batata. 

    Segundo a publicação, realizada pela da Companhia Nacional (Conab), somente em Rio Branco (AC), a cotação do tubérculo cresceu 61,4%.

    A alta é consequência da finalização da safra de inverno e entrada, ainda insuficiente para atender a demanda, da safra das águas.

    Em dezembro, de acordo com o Cepea/USP, o preço batata lavada tipo ágata subiu 9,89% em relação ao mês de novembro, situação que segue em janeiro, com alta de 20,92% nos 13 primeiros dias do mês.

    A Conab destaca cenário semelhante para tomate, em transição da safra de inverno para o verão, cuja alta da média ponderada de preço em dezembro foi de 18,37% (na comparação com novembro).

    Frutas em queda

    Por outro lado, o preço das frutas caiu diante da maior oferta e a menor demanda por parte dos consumidores. A banana, como exemplo, teve a cotação influenciada principalmente pela maior oferta da nanica.

    Por sua vez, a banana prata teve a oferta controlada diante do menor investimento na cultura nas praças do Sudeste e da ocorrência das chuvas, restringindo a oferta e a qualidade do produto.

    Nos primeiros dez dias de janeiro, a Conab diz ainda que continua verificando esse comportamento distinto entre as variedades com tendência de estabilidade ou alta de preços para a prata e queda nas cotações da nanica. 

    Mês atípico para laranja

    No caso da laranja, o mês atípico de dezembro, com copa do mundo, no início, e a concorrência com as frutas do natal, no final do mês, como ameixa e pêssego, acarretou num consumo menor do fruto.

    Com isso, os preços tiveram tendência de queda na maioria das centrais analisadas.

    Para a melancia, além das particularidades de dezembro, o clima mais chuvoso levou a um menor fluxo de comercialização, impactando negativamente nas cotações.

    Outro importante fator para esta redução é a maior oferta da fruta nos mercados analisados em virtude do aumento do volume produzido no estado de São Paulo.

    Entre as frutas analisadas no documento, apenas a maçã teve alta nos preços em dezembro. Os estoques nas companhias classificadoras estão baixos o que pressiona as cotações. 

    Hortaliças 

    A Conab também verificou aumento para a alface, cujo preço ligadas às condições climáticas das regiões produtoras.

    Além disso, com as temperaturas mais elevadas no verão, a demanda pelas folhosas tende a aumentar, mantendo os preços em alta.

    Vale citar que, na contramão do movimento altista, cebola e cenoura tiveram tendência de diminuição nos valores de comercialização praticados. Na Ceasa de Curitiba, o preço do bulbo caiu 24,86%.

    Fato a se ressaltar é o aumento significativo da oferta da Região Sul em dezembro. Na comparação entre dezembro de 2022 com o mesmo período de 2021, a oferta sulista subiu mais de 400%.

    Mesmo com a queda registrada no mês passado, dado o longo período de alta, os preços continuam em níveis elevados.

    No caso da cenoura, o preço médio ponderado caiu 4,81% em relação à média de novembro. A manutenção dos níveis de oferta tem atendido à demanda, fazendo com que os valores praticados não apresentem alta.

     

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