Dia do tomate: produção deve crescer 10% em 2023, diz Tomate BR
Setor enfrenta desafios em todo o mundo como alta dos custos e da matéria-prima
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Presidente da Tomate BR traça um panorama do setor e da cadeia produtiva. (foto - CNA/Senar)
Sexto maior produtor de tomate industrial do mundo, o Brasil tem planos audaciosos para o cultivo em 2023. Pelo menos é o que revela a Tomate BR (Associação Brasileira dos Processadores e Utilizadores de Tomate Industrial) neste 1º de fevereiro, quando se comemora o Dia do Tomate.
Segundo a associação, na meta para ser autossuficiente, o País planeja um crescimento de 10% na área destinada ao fruto em na safra 2022/2023, comparada com o ano passado.
“No ano passado tivemos eventos climáticos que atrapalharam o processo de colheita no final da safra, porém tivemos uma boa safra atingindo cerca de 1,6 milhão de toneladas de frutos, a maior já registrada”, diz Auro Ninelli, presidente da Tomate BR.
O número, porém, segue insuficiente pra atender a demanda interna das indústrias, sendo necessária importação.
“Nosso mercado não é autossuficiente, porém o mercado externo também vive retração de oferta e aumento expressivo de preços, o que provoca um paradoxo entre oferta e custo-benefício não favorável à compra pelas indústrias nacionais”, explica Ninelli.
O presidente da Tomate BR aproveita a data para traçar um panorama do setor e da cadeia produtiva, bem como quais são os desafios quanto à sua sustentabilidade.
Cenário internacional
Segundo ele, parte complementar da demanda do país é importada de países como Chile, EUA, China, que atualmente também se encontram com estoques em déficit, o que impulsiona cotações de polpa de tomate (matéria-prima que importamos para complementar nossa necessidade) com valores nunca vistos no mercado.
“Com isso, acaba sendo inevitável o aumento substancial de preço da matéria-prima e consequentemente nos custos de produção dos produtos acabados, com reflexo também no preço final de produtos importantes na mesa do consumidor e de composição do mix estratégico das prateleiras dos supermercados”, avalia.
A boa notícia é que, diante desse cenário, as indústrias nacionais estão aumentando o fomento da produção agrícola para que assim consigam suprir a maior parte do mercado interno, a fim de ficarem menos expostas às oscilações internacionais de oferta e preço.
“A Tomate BR acredita que apesar dos grandes desafios que estão por vir, um trabalho conjunto de fabricantes e varejo se faz cada vez mais necessário para que a cadeia estabeleça um desenvolvimento sustentável e viável economicamente”, diz entidade.