SC estima safra de cebolas 2022/2023 com 514 mil toneladas

    Estado é o maior produtor nacional, respondendo por um terço do total plantado

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    SC estima safra de cebolas 2022/2023 com 514 mil toneladas
    18deJaneirode2023ás11:26

    A colheita da safra catarinense de cebola se aproxima do final e, de acordo com levantamento do Projeto Safras da Epagri/Cepa (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), a estimativa é para uma produção de 514 mil toneladas na safra 2022/23. 

    O volume é 3,6% superior ao ciclo 2021/22, quando foram produzidas quase 496 mil toneladas da hortaliça. O bom desempenho mantém o Estado como maior produtor de cebola do país, respondendo por cerca de 30% do total nacional.

    De acordo com o Epagri, neste momento, a comercialização segue ritmo normal, com preços de mercado menores que em novembro e início de dezembro.

    A justificativa é que, com a entrada da produção da safra do Sul, a oferta ficou mais equilibrada com a demanda, trazendo os preços para patamares mais reais, mas ainda acima do custo médio de produção estimado para o estado. 

    Balanço 2022

    Ainda de acordo com o levantamento, em 2022, o volume importado foi de 150.524 toneladas, sendo a Argentina o principal fornecedor, seguida pelo Chile.

    O preço médio deste ano é de US$ 0,27/kg (FOB) – aumento de 17,39% em relação ao preço médio do ano de 2021.

    O Epagri informa também que safra catarinense de alho já foi toda colhida, com produção estimada de 16.201 toneladas, produtividade de 10.873 kg por hectare e área plantada de 1.490 hectares. 

    Referência nacional na produção de cebolas

    O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Sistema Faesc/Senar-SC) e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo , reconhece o importante potencial catarinense na produção de cebola.

    Ele destaca que os avanços resultam do comprometimento dos produtores com a inovação.

     “Os sistemas de produção são variados e inovadores, a cadeia produtiva está bem estruturada e conta com apoio de entidades, órgãos, agentes financeiros, instituições de pesquisa, entre outros, que são essenciais para o fortalecimento dos negócios do setor ”, diz.

    O extensionista rural da Epagri, Daniel Schmitt , destaca que a área de produção catarinense tem oscilado muito pouco nos últimos 10 anos e têm ficado em torno de 17.500 hectares.

    A microrregião de Ituporanga é a de maior produção no estado, com 8.198 hectares, responsável por 46,51% da área plantada, seguida pela microrregião do Tabuleiro, situada na situada na mesorregião da Grande Florianópolis, com 3.180 hectares, o equivalente a 18,04% da área.

    Já a microrregião de Joaçaba ocupa a terceira posição, com 1.832ha, ou 10,39%, e a microrregião de Rio do Sul, com 1.545 hectares, significando 8,76% da área plantada no estado.

    As demais microrregiões (Tijucas, Canoinhas e Campos de Lages) somam 2.870 hectares, perfazendo 16,83% da área plantada.

    “Nossas expectativas para a safra 2022/2023 incluem aumento da produtividade e disponibilização, ao mercado, de um produto com excelente qualidade”, comemora o presidente do Sindicato Rural de Ituporanga, Arny Mohr.

    Ele ressalta que a produção é fundamental para o movimento econômico do município, reconhecido como a capital nacional da cebola.

    Lei de 2022 estabelece piso salarial para a cultura 

    A Faesc e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de SC (Fetaesc) assinaram em 2022, a convenção coletiva de trabalho para reger a cultura da cebola 2022/2024.

    A convenção estabelece que, desde 1º junho de 2022, o piso salarial dos trabalhadores das culturas da fruticultura de clima temperado passa a R$ 1.416,00.

    O ato foi firmado pelos presidentes José Zeferino Pedrozo (Faesc) e José Walter Dresch (Fetaesc) e beneficia todos os trabalhadores que atualmente exercem as atividades atribuídas à categoria profissional.

    De acordo com Pedrozo, o documento considerou as peculiaridades do segmento, tais como os serviços necessários para a cultura, os sistemas de produção e a insuficiência de mão de obra laboral local, entre outras.

    A vigência vai até 31 de maio de 2024. 

     

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