Argentina também confirma gripe aviária em seu território
Todos os países da América do Sul têm casos confirmados, menos Brasil, Guianas e Suriname
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A enfermidade é devastadora para as aves e, segundo levantamento, poderia causar R$ 13,4 bilhões de prejuízo ao setor avícola brasileiro.
Os primeiros casos de gripe aviária na Argentina foram identificados na província de Jujuy, poucas horas depois da confirmação da doença em aves silvestres no Uruguai.
“A confirmação da entrada do vírus na Argentina nos coloca em alerta, mas não nos surpreende. Já temos trabalhado com diferentes organizações de prevenção e cobertura territorial para tentar impedir a sua entrada”, disse o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Juan José Bahillo.
Segundo ele, a forma mais comum de entrada é através de aves migratórias, por isso é difícil de controlar. As migrações de aves trouxeram o vírus causador da doença desde o hemisfério norte.
Com o caso da Argentina, todos os países da América do Sul têm casos confirmados, com exceção de Brasil, Guianas e Suriname. A enfermidade é devastadora para as aves e, segundo levantamento, poderia causar R$ 13,4 bilhões de prejuízo ao setor avícola brasileiro.
Veja as impressionantes imagens do surto no Perú no último mês de novembro:
A gripe aviária é uma doença altamente patógena (IAAP) que afeta as aves, tanto de produção como silvestres. O vírus H5N5 não se transmite a pessoas pelo consumo de carne de aves ou subprodutos, mas pode ser contraído em contato direto com as aves.
Prevenção e reação
Mesmo antes da situação, o Senasa da Argentina aumentou os esforços de vigilância em nosso país, para que se solicitasse a notificação de qualquer aparição de aves silvestres mortas ou com sintomatologia compatível com aves domésticas ou de produção.
Imediatamente após o registro, a Secretaria de Agricultura decretou estado de emergência e convocou nesta tarde uma conferência de imprensa para informar medidas de prevenção e evitar que a doença se propague e afete granjas avícolas.