Após pico em 2022, preço dos fertilizantes cai 70%, diz ANDA

    Entidade apresenta a Fávaro números do setor após alta histórica relacionada a guerra

    Por |
    Ministro diz que fertilizantes acessíveis são importantes para produção sustentável. (foto -  Jing/Pixabay)

    Ministro diz que fertilizantes acessíveis são importantes para produção sustentável. (foto - Jing/Pixabay)

    28deFevereirode2023ás14:46

    Dependente da exportação de cerca de 80% dos fertilizantes que consome, o Brasil viveu momentos de tensão em 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia fez disparar os preços dos insumos. 

    A boa notícia, de acordo com dados da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), é que 2023 já registra queda de até 70% nos valores, o que deve refletir também nos preços dos alimentos oferecidos ao consumidor final.

    O argumento, por sinal, vem do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, após reunião realizada com integrantes da Anda, entre eles seu presidente, Eduardo Monteiro.

    “O preço (do fertilizante) já baixou entre 60% e 70% neste ano, o que significa que a dona de casa vai poder encontrar o alimento mais barato na gôndola do supermercado”, disse Fávaro.

    A fala ocorreu justamente após apresentação de dados do setor realizada pela Anda, com projeções para 2023, incluindo metas para o Plano Nacional de Fertilizantes.

    “Descobrimos fragilidades muito grandes do sistema globalizado e isso nos faz refletir como o Brasil pode enfrentar a deficiência no suprimento de fertilizantes e se manter no protagonismo da produção de alimentos”, comentou o ministro da Agricultura e Pecuária. 

    Perspectiva otimista

    Conforme o presidente da ANDA, Eduardo Monteiro, a perspectiva é otimista. Segundo ele, os preços dos fertilizantes reduziram, em média, 70% para os nitrogenados e 60% fósforo e cloreto desde o pico de preços.

    “Isso é muito importante para a produção de alimentos, gerando deflação e a gente já observa uma retomada significante, com a perspectiva de batermos o recorde de 2021”, completou.

    Para o ministro, além do impacto no preço final do alimento ao consumidor brasileiro, os fertilizantes são peça-chave na intensificação da produção sustentável.

    “Se nós queremos, através da sustentabilidade - que é a nossa palavra de ordem - intensificar a produção brasileira com a conversão de pastagens, sem desmatamento, isso só vai acontecer se tivermos fertilizantes disponíveis”, ressaltou Fávaro.

    Alçada do Mapa

    Em reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ficou definido que o Mapa assumirá a secretaria do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert).

    Com isso, a pasta é responsável pela coordenação e acompanhamento do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF).

    Assim, a reunião com a ANDA deu prosseguimento à estruturação do planejamento para que o Brasil seja menos dependente de importação dos insumos e ofereça segurança aos produtores.

    A meta do País é reduzir em até 30% até 2030.

    Temas nesta notícia