Chuvas diminuem, colheita avança e preço da batata cai em março

    Banana vive cenário inverso: muita chuva e perdas na produção em SC

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    Diminuição das chuvas em diversas regiões produtoras dos País ajuda para uma maior oferta. (foto - Sistema CNA/Senar)

    Diminuição das chuvas em diversas regiões produtoras dos País ajuda para uma maior oferta. (foto - Sistema CNA/Senar)

    09deMarçode2023ás14:16

    Nos sete primeiros dias de março, o preço da batata lavada tipo ágata registrou queda de 14,6% em relação ao mês de fevereiro, segundo análise do Hortifruti Brasil, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). 

    O recuo nas cotações está relacionado a intensificação das colheitas das safras das águas – principalmente nas praças de Guarapuava (PR), Água Doce (SC) e Chapada Diamantina (BA).

    A diminuição das chuvas em diversas regiões produtoras dos País também tem ajudado para uma maior oferta no mercado interno.

    Até a última terça-feira, a ágata estava sendo comercializada a R$ 50,32/saca de 25 kg na média das lavouras do País – ponderada pela classificação. 

    Previsão de safra

    No geral, a produção da batata, considerando-se as três safras do produto, deve alcançar 3,8 milhões de toneladas, declínios de 0,6% em relação ao mês anterior e de 5,4% em relação a 2022, segundo estatísticas do IBGE divulgadas hoje (dia 9).

    A 1ª safra deve contribuir com 46,6% do total de batata a ser produzido no ano. A produção estimada foi de 1,8 milhão de toneladas, declínio de 1,2% em relação ao mês anterior e aumento de 4,6% em relação à mesma safra de 2022.

    A 2ª safra, que representa 31,2% da produção total, foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, 0,8% maior que a estimativa de janeiro de 2023.

    Ainda de acordo com o Instituto, a área a ser colhida declinou em 0,5%, enquanto a estimativa do rendimento médio aumentou em 1,3%.

    Em relação à 3ª safra, a estimativa da produção foi de 847,4 mil toneladas, declínios de 1,4% em relação ao mês anterior e de 21,1% em relação à mesma safra de 2022.

    Banana em cenário inverso

    Na virada do mês de fevereiro, uma tempestade, ocasionada por microexplosão (nuvens carregadas de ar, água e granizo, acompanhadas por raios e ventos intensos), gerou perdas irreversíveis e significativas nos bananais da região de São João do Itaperiú e Massaranduba (SC).

    Os estragos ainda não foram totalmente contabilizados, mas a Federação das Associações e Cooperativas de Produtores de Banana do Estado de Santa Catarina (Febanana) está trabalhando neste sentido e tem se empenhado em amenizar os impactos climáticos recentes.

    Para março, a preocupação das chuvas permanece, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), já que precipitações próximas e ligeiramente acima da média podem ocorrer, sobretudo na parte costeira de SC.

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