Com 29,7% de participação, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos

    IBGE estima safra acional de 298 milhões, puxada pela soja, milho e algodão

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    Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais representaram 80,1% da produção nacional total. (foto - Sistema CNA/Senar)

    Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais representaram 80,1% da produção nacional total. (foto - Sistema CNA/Senar)

    09deMarçode2023ás15:05

    O Mato Grosso lidera a produção brasileira de grãos da safra 2022/2023, com participação de 29,7%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro, divulgado hoje (dia 9). 

    Em segundo lugar está o Paraná, com 15,1%, seguido por Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 80,1% do total.

    Ainda segundo o IBGE, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para cinco grandes regiões: a Centro-Oeste (8,5%), a Norte (11,1%), a Sudeste (1,0%), a Nordeste (2,3%), e a Sul (32,6%).

    Quanto à variação mensal, apresentou aumento a Região Nordeste (0,5%); houve estabilidade nas Regiões Norte e Sudeste e declínios nas Regiões Sul (-4,3%) e Centro-Oeste (-0,1%).

    Safra recorde

    A projeção é que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas alcance 298 milhões de toneladas este ano, a maior da série histórica desde 1972 – porém sendo menor do que feita pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), também divulgada hoje, de 309,9 milhões.

    A previsão do IBGE é 1,3% menor (ou 3,9 milhões de toneladas a menos) do que aquela estimada no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente a janeiro.

    A redução deve-se principalmente à estiagem provocada pela La Niña, no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor de grãos do país, de acordo com o IBGE.

    Apesar disso, a safra deste ano deve ser 13,3% superior (34,9 milhões de toneladas a mais) à observada no ano passado.

    Segundo o IBGE, o recuo de janeiro para fevereiro deve-se principalmente à redução das previsões nas safras de soja (-1,7% em relação a janeiro), arroz (-2,5%), milho 1ª safra (-2,5%) e milho 2ª safra (-0,4%).

    Por outro lado, esperam-se aumentos, em relação a 2022, nas safras de soja (21,3%), milho (10,2%) e algodão herbáceo (1,4%).

    “A safra [de 298 milhões de toneladas] é recorde na série histórica do IBGE. As produções de soja e de milho também são recorde na série histórica”, afirma o pesquisador do instituto, Carlos Barradas.

    Em relação à área colhida, o IBGE estima crescimentos, em relação ao ano passado, nos cultivos de soja (4,8%), milho (4,1%) e algodão herbáceo (1,2%).

    São esperadas quedas nas áreas a serem colhidas nas lavouras de arroz (-5,8%) e de trigo (-2,8%). 

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