Produção de arroz do RS cai 7,8% no ciclo 2022/2023

    Nova projeção é de 7,1 milhões de toneladas, diz IRGA

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    Regiões com alta produtividade evitam risco de desabastecimento no mercado interno, diz IRGA. (foto - CNA/Senar)

    Regiões com alta produtividade evitam risco de desabastecimento no mercado interno, diz IRGA. (foto - CNA/Senar)

    27deAbrilde2023ás17:22

    Além da redução de 12% na área plantada, a produção de arroz da safra 2022/2023 do Rio Grande do Sul foi afetada pela estiagem e acumula uma redução e 7,8%, segundo projeção publicada nesta segunda (dia 26), pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). 

    A estimativa atual é de 7,1 milhões de toneladas de arroz, número menos dos que os 7,7 milhões da safra 2021/2022.

    Segundo a diretoria técnica da autarquia, Flávia Miyuki Tomita, a redução, além da perda na área semeada - foram semeados 839.972 hectares foi agravada por uma perda de 15.120 hectares devido à estiagem, concentrando mais de 85% das perdas na Fronteira Oeste. 

    Outra observação é a de que a safra no Estado, pela terceira vez consecutiva, teve influência do fenômeno climático La Niña, que reduz a frequência e o volume das precipitações no estado.

    “A Metade Oeste do RS foi a mais atingida, a qual inclui as regiões orizícolas Central, Campanha e Fronteira Oeste. Dentre essas três regionais, a Fronteira Oeste foi a mais castigada”, diz boletim do IRGA.

    Boa notícia

    A boa notícia é a safra atual possui regiões com altas produtividades, “fator esse que está minimizando os problemas climáticos enfrentados por áreas comprometidas por falta de água para irrigação”, diz o IRGA.

    Segundo os técnicos, a semeadura na época recomendada, o aumento de área em rotação/sucessão de culturas e o uso de cultivares de alto potencial produtivo, com destaque a IRGA 424 RI semeada em 54% da área orizícola do Estado, são fatores que estão garantindo uma produção suficiente para abastecer o mercado interno.

    “Os elevados índices alcançados de produtividade vem mantendo abastecido o mercado consumidor, em que pese a redução de área plantada e os efeitos da estiagem”, avalia o presidente do Irga, Rodrigo Machado.

    O conselheiro Fernando Osório, integrante da Comissão de Mercado do Irga, assegura ainda que não há risco de ocorrer desabastecimento de arroz no Brasil.

    “Apesar da redução de produção estimada pelo instituto, nós não teremos problema de desabastecimento, visto a produção estar próxima ao consumo e a projeção exportação e importação equivalentes, logo o estoque de passagem está normal, semelhante ao da safra anterior”, comenta Osório

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