Cotação da arroba bovina consolida alta em junho
Valorização da carne deve seguir graças a estoques menores nos frigoríficos
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Ambiente de negócios volta a sugerir por pouco espaço no mercado interno. (foto - divulgação)
Apesar de oscilar, a cotação da arroba bovina mostra recuperação em junho. O movimento foi notado já a partir do início do mês e acumula alta de 3,99%, após queda de 10,37% em maio, segundo o indicador do Cepea.
Assim, a arroba bovina foi comercializada ontem (dia 21) a R$ 252,95. Segundo agentes consultados pelo Cepea, esse movimento de alta está atrelado a ajustes de estoques na indústria e no varejo.
Além disso, as exportações de carne bovina em ritmo intenso também tenderiam a reduzir a disponibilidade interna da carne. Assim, apesar de uma queda pontual expressiva na quarta passada, os preços voltaram a reagir.
Assim, o mercado físico do boi gordo registrou preços em alta ontem. A tendência é que esse movimento ganhe consistência durante o próximo período de virada de mês.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026Segundo a Agência Safras e Mercado, as escalas de abate já apontam para encurtamentos em grande parte do país, da mesma maneira que os frigoríficos estão menos estocados se comparado ao mês de maio.
A oferta de animais terminados é menor neste momento e tende a diminuir ainda mais em julho, período em que não haverá grande volume de animais confinados no mercado, com uma oferta residual de animais terminados a pasto.
A consultoria divulgou preços em algumas das principais praças produtoras e consumidoras:
- Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 248,00.
- Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 241,00.
- Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 208,00.
- Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 228,00 para a arroba do boi gordo;
- Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 227,00.
Preço da carne bovina no atacado
O atacado volta a apresentar preços acomodados. Conforme o especialista Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por pouco espaço para reajustes em um período tradicionalmente pautado por menor apelo ao consumo.
Outro aspecto a ser mencionado é que as proteínas concorrentes, em especial a carne de frango, seguem mais competitivas se comparado a carne bovina, o que é relevante para a parcela da população de menor renda, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,15 por quilo, estável. O quarto dianteiro teve preço de R$ 13,30 por quilo, inalterado. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,00 por quilo, estável.