Lula aposta em definição sobre acordo Mercosul-UE até o final do ano

    Segundo presidente brasileiro, o protecionismo tem dificultado a aprovação do acordo.

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    Lula revelou que o presidente da França, Emmanuel Macron, tem dificuldades no Congresso do seu país. Foto: Ricardo Stuckert

    Lula revelou que o presidente da França, Emmanuel Macron, tem dificuldades no Congresso do seu país. Foto: Ricardo Stuckert

    26deJunhode2023ás09:18

    O presidente Luiz Inácio Lula da aposta em um comum acordo com a União Europeia na parceria com o Mercosul até o final do ano.

    No último sábado, ele afirmou que a resposta dos países do Sul sobre a carta adicional dos países europeus deve ser feita no final de 2023.

    Segundo presidente brasileiro, o protecionismo tem dificultado a aprovação do acordo.

    “O fato de ter dois pontos nervosos e dois pontos considerados essenciais para os dois lados, a gente não pode fazer acordo com esses, mas vamos melhorar outras coisas. Precisamos fazer o acordo com a União Europeia e a União Europeia precisa do Mercosul, com a América do Sul e com a América Latina. Ficamos de responder a carta adicional da União Europeia e penso que até o final do ano a gente tem uma decisão sobre o assunto”, afirmou.

    Lula revelou que o presidente da França, Emmanuel Macron, tem dificuldades no Congresso do seu país, e que é normal o país defender a sua agricultura. Macron sofre pressão do Parlamento francês que é contra o tratado por razões de protecionismo, principalmente agrícola.

    “Ele tem dificuldades no Congresso, mas se a gente puder conversar com nossos amigos mais à esquerda para poder ajudar, para que seja aprovado o acordo no Mercosul, nós vamos conversar com todos os amigos da França para convencer da importância, porque não é o protecionismo que vai ajudar”. 

    O presidente brasileiro criticou o protecionismo dos países ricos.

    “Dos anos 80 para cá, tudo o que as pessoas falavam é de que quanto mais abertura melhor, quanto mais livre comércio melhor, mas quando chega às vezes dos países em desenvolvimento de competir em igualdade de condições, os mais ricos viram protecionistas”.

    Na capital francesa, Lula teve reunião bilateral com o presidente francês e tratou da aprovação, na semana passada, pela Assembleia Nacional da França, de uma resolução contra a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia (UE). Lula é contra a flexibilização das regras sobre compras governamentais previstas no acordo.

    Segundo o presidente, o assunto é importante também para o encontro da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac). “O assunto é importante para União Europeia e Mercosul, mas também para estabelecermos uma nova rodada de conversação para ver se a gente aproxima de acordo também na Celac”. A UE e a Celac farão uma cúpula em Bruxelas, capital da Bélgica, entre os dias 17 e 18 de julho.

    Argentina

    Lula recebe hoje, a partir das 12h, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita oficial ao Brasil. 

    No Palácio do Planalto, eles tratarão dos principais temas da agenda bilateral e, em seguida, participam de um almoço no Palácio Itamaraty, às 13h30.

    Maiores parceiros comerciais do Brasil na América do Sul, os argentinos enfrentam uma nova grave crise econômica, com desvalorização da moeda local, perda do poder de compra e altos índices inflacionários. Em março, a inflação argentina chegou a 104% ao ano. 

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