Líderes mundiais propõem retirar sanções se eleição na Venezuela for livre
Brasil, Argentina, Colômbia, França, Venezuela e União Europeia divulgaram comunicado conjunto sobre a situação na Venezuela
Por |
Políticos se encontraram com a vice-presidenta da Venezuela e o negociador-chefe da Plataforma Unitária da oposição venezuelana, Gerardo Blyde
Brasil, Argentina, Colômbia, França, Venezuela e União Europeia divulgaram comunicado conjunto sobre a situação na Venezuela. Após reunião liderada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Emmanuel Macron (França) durante a Cúpula Celac-EU, na Bélgica, foi prometido o fim de sanções à Venezuela se país fizer eleição livre em 2024 e aceitar monitoramento internacional.
"Esse processo deve ser acompanhado de uma suspensão das sanções, de todos os tipos, com vistas à sua suspensão completa", diz o documento assinado ao fim do encontro.
Os participantes da reunião prometeram manter a diálogo sobre o assunto ao longo do próximo período.
O documento foi publicado hoje (dia 18), um dia após reunião, em Bruxelas, com a participação, além de Macron e Lula, dos presidentes Gustavo Petro (Colômbia) e Alberto Fernández (Argentina), além do Alto Representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell.
Eles se reuniram na mesma mesa com a vice-presidenta da Venezuela e o negociador-chefe da Plataforma Unitária da oposição venezuelana, Gerardo Blyde.
"Os chefes de Estado e o Alto Representante instaram o governo venezuelano e a Plataforma Unitária da oposição venezuelana a retomar o diálogo e a negociação no âmbito do processo do México, com o objetivo de chegarem a um acordo, entre outros pontos da agenda, sobre as condições para as próximas eleições. Eles fizeram um apelo em prol de uma negociação política que leve à organização de eleições justas para todos, transparentes e inclusivas, que permitam a participação de todos que desejem, de acordo com a lei e os tratados internacionais em vigor, com acompanhamento internacional", diz a declaração.
Em 2024
A Venezuela terá eleições gerais no ano que vem, e a oposição no país questiona decisões de órgãos públicos que inabilitaram alguns de seus principais candidatos.
No caso mais recente, a ex-deputada María Corina Machado foi condenada à perda de direitos políticos por 15 anos. Também os políticos de oposição Henrique Capriles e Freddy Superlano estão igualmente inabilitados para concorrer à Presidência do país. A data das eleições ainda não foi definida.