Nova parceria vai promover o café brasileiro no exterior
ApexBrasil e BSCA firmam protocolo com esta finalidade com duração de dois anos
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Acordo visa ampliar as exportações de café, atraindo compradores, realizando concursos e participando de feiras internacionais
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) formaram nova parceria para promoção do café brasileiro no mercado global.
O convênio, com duração de dois anos, visa ampliar as exportações de café, atraindo compradores, realizando concursos e participando de feiras internacionais. O evento foi realizado na cidade de Varginha, em Minas Gerais.
O acordo traz diversas inovações. Entre elas, uma atenção especial à variedade robusta, certificações de qualidade e sustentabilidade, e um foco especial nos cafés produzidos por mulheres. Como destaque, haverá uma ação pioneira de formação de graders femininas.
"É uma parceria histórica com a BSCA e os cafés especiais. Estamos aqui renovando o convênio, trazendo inovações, apoiando a presença feminina na cafeicultura e trabalhando com pequenos produtores e cooperativas, sem esquecer os que já estão no mercado há muito tempo", disse o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
Segundo Viana, é necessário unir forças para fortalecer uma marca do “Café Brasil” no cenário internacional.
“Embora o Brasil seja um dos maiores produtores de café do mundo, ainda há um longo caminho a percorrer para ganhar reconhecimento global. Precisamos de uma marca forte para isso, especialmente em mercados como Europa, Ásia e Estados Unidos”, disse.
Ele reforçou que as renomadas cafeterias ao redor do mundo devem reconhecer o café brasileiro como um dos melhores e representá-lo adequadamente, destacando sua força e qualidade.
Confiança
Segundo o presidente da BSCA, Henrique Cambraia, esse “projeto é também a renovação da nossa fé na produção e na exportação dos extraordinários cafés que temos no Brasil".
“Precisamos divulgar os cafés especiais do Brasil, e o mundo precisa pagar por esses cafés. O Brasil fez um trabalho fantástico e agora precisa agregar valor a isso, fortalecendo a imagem do café brasileiro para o consumidor mundial. Com o apoio da ApexBrasil, tenho fé que vamos viver um novo momento para o café do Brasil”.
O presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fabrício Andrade, participou da assinatura.
Para ele, o convênio é muito importante por três fatores.
“Teremos o reconhecimento da importância da cafeicultura no mundo, a mobilização de todo o setor produtivo da cadeia e a possibilidade de ampliação de recursos financeiros em ações de comunicação e marketing para divulgarmos o nosso café”, disse.
Exportações
O Brasil exportou 2,991 milhões de sacas de 60 kg de café em julho deste ano, primeiro mês da safra 2023/24, volume que implica crescimento de 18,7% em relação aos 2,521 milhões registrados no mesmo período antecedente. Os dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Nos sete primeiros meses de 2023, os Estados Unidos seguem como principais importadores dos cafés do Brasil, com a aquisição de 3,433 milhões de sacas, volume 26,5% inferior ao registrado no mesmo ciclo de 2022.
O café arábica permanece, tradicionalmente, como o mais exportado entre janeiro e o fim de julho deste ano, com volume equivalente a 15,726 milhões de sacas, o que corresponde a 81,8% do total. O segmento do solúvel teve o correspondente a 2,208 milhões de sacas embarcados no intervalo, com representatividade de 11,5%, seguido pela variedade canéfora, com 1,262 milhão de sacas (6,6%) e pelo produto torrado e torrado e moído, com 26.535 sacas (0,1%).
Diferenciados
Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 16,3% das exportações totais brasileiras do produto em 2023, com o envio de 3,142 milhões de sacas ao exterior. Esse volume representa queda de 19,8% na comparação com o registrado entre janeiro e julho do ano antecedente.
O preço médio desse produto foi de US$ 246,24 por saca, proporcionando uma receita cambial de US$ 773,6 milhões nos sete primeiros meses deste ano, o que corresponde a 18,5% do obtido com os embarques totais de café. No comparativo anual, o valor é 31,5% menor do que o aferido em idêntico intervalo de 2022.
No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados neste ano, os EUA ocupam o primeiro lugar, com a aquisição de 833.574 sacas, o equivalente a 26,5% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, vêm Alemanha, com 399.725 sacas e representatividade de 12,7%; Bélgica, com 367.103 sacas (11,7%); Holanda (Países Baixos), com 156.756 sacas (5%); e Reino Unido, com 148.513 sacas (4,7%).