Brics anuncia ampliação do bloco e terá mais seis países

    Novo formato começa a valer a partir de janeiro de 2024

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    Segundo Lula, “a relevância do Brics é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento.”

    Segundo Lula, “a relevância do Brics é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento.”

    24deAgostode2023ás13:58

    A Cúpula do Brics vai crescer. O bloco composto por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul anunciou hoje (dia 24) a ampliação de seus membros. A partir de janeiro de 2024, o grupo terá também a Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

    “A nova composição passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2024. Valorizamos o interesse de outros países em construir uma parceria com o Brics”, explicou o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, responsável por fazer o anúncio no último dia da 15ª Cúpula do Brics.

    Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “a relevância do Brics é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento.”

    “Muitos alegavam que os BRICS seriam demasiado diferentes para forjar uma visão comum. A experiência, contudo, demonstra o contrário. Nossa diversidade fortalece a luta por uma nova ordem, que acomode a pluralidade econômica, geográfica e política do século XXI”, destacou o presidente brasileiro.

    Lula fez uma referência especial ao presidente argentino, Alberto Fernández, “grande amigo do Brasil e do mundo em desenvolvimento”. “Continuaremos avançando lado a lado com nossos irmãos argentinos em mais um foro internacional”, disse.

    A adesão dos novos membros foi oficializada na Declaração de Joanesburgo, documento acordado entre os atuais integrantes do Brics

    “O Brics continuará aberto a novos candidatos”, afirmou Lula em declaração à imprensa ao lado de Ramaphosa e dos demais líderes. Os atuais países do bloco anunciaram a definição de critérios para a futura entrada de novas nações. 

    Veja o comentário sobre o tema de Bruno Martarello de Conti, professor do Instituto de Economia (IE) da Unicamp:

    Moeda comum

    No documento final, também ficou acordado que os bancos centrais e ministérios da Fazenda e Economia de cada país ficarão responsáveis por realizar estudos em busca da adoção de uma moeda de referência do bloco para o comércio internacional.

    “Essa medida poderá aumentar nossas opções de pagamento e reduzir nossas vulnerabilidades”, disse o brasileiro.

    Além disso, outro acordo foi para que o grupo siga em busca de uma reforma da governança global, especialmente em relação ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

    “Seguiremos defendendo temas com impacto direto na qualidade de vida de nossas populações, como o combate à fome, à pobreza, além da promoção do desenvolvimento sustentável. Promoveremos a superação de todas as formas de desigualdade e discriminação. Que o Brics continue sendo força motriz de uma ordem mundial mais justa e ator indispensável na promoção da paz, do multilateralismo e na defesa do direito internacional”, disse.

    A 15ª Cúpula de chefes de Estado do Brics se encerra hoje, após duas sessões ampliadas com participação dos países-membro e mais nações convidadas.

    Após o fim da conferência, o presidente Lula viaja para Angola, onde fará uma visita de Estado, e depois para São Tomé e Príncipe, para participar da conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

    Argentina

    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, comemorou a entrada no Brics. Para ele, um novo cenário se abre para seu país.

    "Abrimos as nossas possibilidades de adesão a novos mercados, de consolidação dos mercados existentes, de captação de investimentos, de criançao de empregos e aumento de importações", afirmou ele, que disse ser uma grande oportunidade para fortalecer o país, que passe por crise econômica.

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