Ataque ao Irã eleva tensão global e pressiona dólar e petróleo

Tensão no Oriente Médio eleva preços do petróleo, pressiona câmbio e acende alerta para inflação e juros; Trump promete mais ataques

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Ataque ao Irã eleva tensão global e pressiona dólar e petróleo
02deMarçode2026ás13:34

O mercado internacional reagiu com forte volatilidade nesta segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O movimento elevou os preços do petróleo e interrompeu a sequência de queda do dólar, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

Os ataques deixaram ao menos centenas de mortos, incluindo o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, além de autoridades do alto escalão do governo.

Por volta das 12h, o contrato futuro do petróleo tipo Brent, referência global, era negociado em Londres próximo de US$ 79 por barril — alta de cerca de 7,6%. Já o WTI, cotado em Nova York, superava os US$ 71, com avanço de aproximadamente 6%.

No Brasil, pouco antes das 13h, as ações da Petrobras subiam 3,90% na B3, negociadas a R$ 44,39.

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A disparada do petróleo reflete, principalmente, a preocupação com o Estreito de Ormuz, rota estratégica localizada ao sul do Irã, que conecta os golfos Pérsico e de Omã. Cerca de 20% de toda a produção mundial de petróleo e gás passa pela região.

O economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, explica que a área é crucial para o escoamento da produção de grandes exportadores como Irã, Arábia Saudita e Iraque.

“É o principal fator que faz o preço do petróleo explodir. Com o Estreito de Ormuz fechado, a oferta cai muito e, consequentemente, os preços sobem quase que de forma imediata.”

No sábado, dia dos primeiros ataques, houve relatos de centenas de embarcações ancoradas, sem autorização para atravessar a passagem.

Segundo Sartori, o barril do Brent chegou a registrar alta de até 13% nesta segunda-feira, superando os US$ 80 em determinados momentos.

“A alta é sintomática, pois expõe o quão volátil podem ser os preços em cenários de conflito”, afirma.

Para o economista, enquanto o conflito persistir e houver restrições no estreito, a tendência é de preços elevados — com possibilidade de novas altas à medida que os estoques globais diminuam.