Agro dispara 11,7% e puxa PIB do Brasil em 2025

    Setor registra forte avanço com safra recorde de soja e milho, enquanto economia cresce 2,3% no ano

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    Agro dispara 11,7% e puxa PIB do Brasil em 2025
    03deMarçode2026ás09:10

    O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo dados das Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    O desempenho foi puxado principalmente pela Agropecuária, que avançou 11,7% no ano — de longe o maior crescimento entre os setores.

    Também registraram alta os Serviços (1,8%) e a Indústria (1,4%). Já o PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com expansão real de 1,9% em relação a 2024.

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    O principal motor da economia em 2025 foi o campo. O avanço de 11,7% da Agropecuária refletiu o aumento da produção e ganhos de produtividade em diversas culturas, com destaque para milho (23,6%) e soja (14,6%), que atingiram recordes históricos. A pecuária também teve contribuição positiva no período.

    Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE) confirmam que o desempenho recorde dessas culturas foi determinante para o resultado do setor, consolidando o agro como o principal vetor de crescimento da economia brasileira no ano.

    A relevância do setor também aparece na composição do crescimento.

    Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, “Quatro atividades: Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do Valor Adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista”.

    Indústria avança, mas com desempenho desigual

    Na Indústria, o destaque positivo foi a extração de petróleo e gás, que levou as Indústrias Extrativas a crescerem 8,6% no ano. A Construção também contribuiu, com alta de 0,5%.

    Por outro lado, houve retração em Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (-0,4%) e nas Indústrias de Transformação (-0,2%), evidenciando um desempenho heterogêneo do setor industrial ao longo de 2025.

    Serviços mantêm crescimento disseminado

    O setor de Serviços seguiu em expansão, com crescimento em todas as atividades analisadas. Os principais avanços foram registrados em Informação e comunicação (6,5%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%).

    Também cresceram Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração pública (0,5%).

    Consumo desacelera e investimentos avançam

    Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, apoiado na melhora do mercado de trabalho, expansão do crédito e programas de transferência de renda. Ainda assim, houve desaceleração em relação a 2024, quando o crescimento foi de 5,1%, refletindo os efeitos da política monetária contracionista.

    O consumo do governo avançou 2,1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) cresceu 2,9%, impulsionada pela maior importação de bens de capital, desenvolvimento de software e desempenho da construção.

    A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB em 2025, ligeiramente abaixo dos 16,9% registrados em 2024. Já a taxa de poupança subiu para 14,4%, ante 14,1% no ano anterior.

    PIB fica praticamente estável no quarto trimestre

    No quarto trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, indicando estabilidade.

    No período, a Agropecuária cresceu 0,5% e os Serviços avançaram 0,8%, enquanto a Indústria recuou 0,7%.

    Dentro da Indústria, houve queda na Construção (-2,3%) e nas Indústrias de Transformação (-0,6%), enquanto as Indústrias Extrativas (1,1%) e o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (1,5%) registraram alta.

    Nos Serviços, os destaques positivos foram Atividades financeiras (3,3%), Informação e comunicação (1,5%) e Outras atividades de serviços (0,7%). Houve estabilidade em Atividades imobiliárias (0,2%) e retração em Comércio (-0,3%) e Transporte (-1,4%).

    Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1,0%, o consumo das famílias ficou estável (0,0%) e os investimentos recuaram 3,5%.

    Segundo Rebeca Palis, “o PIB ficou estável em relação ao terceiro tri, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”

     

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