Lula recebe alta e deixa hospital antes do previsto após cirurgia

    Presidente seguiu para o Palácio do Alvorada

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    Lula continuará com os exercícios de reabilitação ambulatorial do quadril operado e com as sessões de fisioterapia.

    Lula continuará com os exercícios de reabilitação ambulatorial do quadril operado e com as sessões de fisioterapia.

    02deOutubrode2023ás09:24

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve alta antecipada e deixou o Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, ontem (dia 1) após passar por cirurgia de restauração do lado direito do quadril. O procedimento cirúrgico foi feito na última sexta-feira (dia 29).

    Inicialmente, a saída do hospital estava prevista para hoje (dia 2) ou amanhã (dia 3), mas a equipe que acompanha o presidente informou, em boletim médico divulgado na tarde de ontem, que, após boa evolução clínica, decidiu pela alta hospitalar.

    O presidente saiu da unidade sem falar com a imprensa, e o carro que o transportava seguiu para o Palácio do Alvorada. Na residência oficial da presidência da República, Lula despachará assuntos relativos à Presidência da República, nas próximas três semanas, como a decisão sobre o nome do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição à ministra aposentada Rosa Weber, e do novo procurador-geral da República, que ocupará a vaga deixar pelo procurador Augusto Aras.

    De acordo a equipe médica, no Alvorada, Lula continuará com os exercícios de reabilitação ambulatorial do quadril operado e com as sessões de fisioterapia.

    Além da cirurgia para restauração da parte direita do quadril, o presidente foi submetido na sexta-feira a uma blefaroplastia, cirurgia plástica para retirar o excesso de pele das pálpebras.

    Ao chegar ao Palácio da Alvorada, o presidente publicou na rede social X (antigo Twitter) um agradecimento pelas orações e todas as mensagens de carinho recebidas, após a realização das cirurgias. Lula informou que se recupera “para trabalhar ainda mais pelo Brasil” e brinca que poderá correr uma maratona.

    Na Onu

    O Brasil assumiu a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), a partir de ontem, pelo período de um mês. O país ocupa uma das 10 vagas do Conselho para membros não-permanentes, em um mandato que irá até o fim deste ano.

    É a segunda vez no atual biênio que o Brasil ocupará a presidência temporária do Conselho – a primeira ocorreu em julho de 2022. O país também é um dos maiores participantes entre os membros não-permanentes do CSNU, atrás apenas do Japão. Desde a criação do órgão, em 1948, esse é o 11º mandato

    Em um briefing para a imprensa no Itamaraty o secretário de Assuntos Multilaterais e Políticos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Carlos Márcio Cozendey, explicou que o principal tema que a delegação brasileira irá apresentar durante o período é a importância das instituições bilaterais, regionais e multilaterais para prevenir, resolver e mediar conflitos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá presidir audiência sobre essa questão no dia 20 de outubro corrente.

    “Vamos trazer este mês a ideia de que o Conselho de Segurança deveria tratar mais amplamente dos instrumentos que as Nações Unidas, os países e as organizações regionais têm para prevenir os conflitos e não só tratar deles depois que eles ocorrem. Um reforço da diplomacia bilateral, regional e multilateral para prevenir a eclosão de conflitos”, contou.

    Um dos exemplos citados pelo embaixador Cozendey (e que será mencionado no Conselho) é o tratado de Tlatelolco, firmado em 1967 pelos 33 países da América Latina e Caribe, para garantir a não-proliferação de armas nucleares na região.

    Segundo o diplomata, outros temas serão abordados ao longo do mês pelo Conselho de Segurança: possível missão de apoio às forças de segurança do Haiti; a manutenção da missão da ONU que supervisiona as negociações de paz na Colômbia; e, possivelmente, questões relativas à guerra entre Ucrânia e Rússia.

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