Lula ou Flávio Bolsonaro: de quem é a culpa pelo tarifaço dos EUA?

    Pesquisa Genial/Quaest revela como os brasileiros enxergam a disputa de narrativas sobre a origem das tarifas impostas pelos Estados Unidos e mede os impactos políticos e econômicos do episódio

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    Flavio Bolsonaro e Donald Trump durante encontro na Casa Branca

    Flavio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Pesquisa Genial/Quaest mediu a percepção dos brasileiros sobre a responsabilidade política pelo tarifaço americano.

    16deJulhode2026ás14:14

    A maioria dos brasileiros atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a responsabilidade pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

    É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16), que também aponta uma crescente preocupação com os impactos econômicos da medida.

    Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados afirmam concordar com a versão apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a qual Flávio Bolsonaro pediu ao governo americano a adoção das tarifas contra o Brasil.

    Outros 30% concordam com a versão do senador, que nega ter incentivado a taxação e afirma ter atuado para evitar a medida.

    Tarifaço

    Quando questionados sobre a motivação do tarifaço, 49% disseram concordar com a tese de Lula de que a medida representa uma retaliação ao Pix.

    Já 33% acreditam na explicação de Flávio Bolsonaro, segundo a qual as tarifas seriam uma resposta às declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos.

    O levantamento também indica impacto político do episódio. Para 42% dos entrevistados, o caso aumenta a vontade de votar em Lula nas eleições presidenciais.

    Outros 27% disseram que a situação fortalece Flávio Bolsonaro, enquanto 23% afirmaram que o episódio favorece outros candidatos.

    A preocupação com os efeitos econômicos também aparece na pesquisa. Para 63% dos brasileiros, as novas tarifas devem prejudicar a vida de suas famílias. Já 31% acreditam que a medida não terá impacto direto em seu cotidiano.

    Outro dado mostra que 62% dos entrevistados disseram ter conhecimento da discussão sobre as tarifas.

    Apesar disso, 57% afirmaram desconhecer a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema. Entre aqueles que souberam da iniciativa, a maioria avalia que o senador não tem influência suficiente para convencer o governo americano a rever a decisão.

    A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, antes do anúncio oficial da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

     

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