Haddad defende inclusão do agronegócio no mercado de carbono
Ministro destacou potencial de ganhos para o setor com a entrada
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Segundo Haddad, se todos os setores estivessem incluídos no mercado seria melhor para o país(Foto - Washington Costa/MF)
O potencial de ganhos com a inclusão fará o setor agrícola querer retornar ao mercado de carbono, disse hoje (dia 22) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Ele comentou a retirada do setor do projeto que regulamenta o mercado de créditos de carbono, aprovado na noite de ontem (dia 21) pela Câmara dos Deputados e que terá de voltar ao Senado. Para o ministro, a inclusão do agro será benéfico para o setor.
“Acredito que, no curto prazo, essa decisão vai ser revista pelo próprio setor. Porque é benéfica. A agricultura vai ter vantagens com isso [a inclusão no mercado de créditos de carbono]. Em algum momento, o próprio setor vai compreender”, afirmou Haddad em café da manhã de fim de ano com jornalistas.
Segundo Haddad, se todos os setores estivessem incluídos no mercado seria melhor para o país.
“A bancada do agro quis entender como vai funcionar o mercado”, explicou.
Para o ministro, a regulamentação do mercado de carbono, medida que integra o plano de transição ecológica, impulsionará as exportações brasileiras.
“Esse tema é essencial para o sucesso econômico do país porque a falta de atenção à preservação dos biomas pode servir de pretexto para a elevação de barreiras [comerciais] contra produtos brasileiros”, explicou.
O mercado de carbono foi criado com o intuito de forçar as economias a reduzirem as emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática marcada por eventos extremos de calor, chuvas e secas.