Haddad defende inclusão do agronegócio no mercado de carbono

    Ministro destacou potencial de ganhos para o setor com a entrada

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    Segundo Haddad, se todos os setores estivessem incluídos no mercado seria melhor para o país(Foto - Washington Costa/MF)

    Segundo Haddad, se todos os setores estivessem incluídos no mercado seria melhor para o país(Foto - Washington Costa/MF)

    22deDezembrode2023ás16:13

    O potencial de ganhos com a inclusão fará o setor agrícola querer retornar ao mercado de carbono, disse hoje (dia 22) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    Ele comentou a retirada do setor do projeto que regulamenta o mercado de créditos de carbono, aprovado na noite de ontem (dia 21) pela Câmara dos Deputados e que terá de voltar ao Senado.  Para o ministro, a inclusão do agro será benéfico para o setor.

    “Acredito que, no curto prazo, essa decisão vai ser revista pelo próprio setor. Porque é benéfica. A agricultura vai ter vantagens com isso [a inclusão no mercado de créditos de carbono]. Em algum momento, o próprio setor vai compreender”, afirmou Haddad em café da manhã de fim de ano com jornalistas.

    Segundo Haddad, se todos os setores estivessem incluídos no mercado seria melhor para o país.

    “A bancada do agro quis entender como vai funcionar o mercado”, explicou.

    Para o ministro, a regulamentação do mercado de carbono, medida que integra o plano de transição ecológica, impulsionará as exportações brasileiras.

    “Esse tema é essencial para o sucesso econômico do país porque a falta de atenção à preservação dos biomas pode servir de pretexto para a elevação de barreiras [comerciais] contra produtos brasileiros”, explicou.

    O mercado de carbono foi criado com o intuito de forçar as economias a reduzirem as emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática marcada por eventos extremos de calor, chuvas e secas.

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