Federarroz garante abastecimento interno mesmo com queda de produtividade

    Segundo a entidade, os produtores gaúchos enfrentaram dificuldades significativas no desenvolvimento da safra

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    Federarroz garante abastecimento interno mesmo com queda de produtividade
    18deMarçode2024ás16:03

    A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) mesmo com queda da produtividade enfrentada pelos pelos produtores de arroz na safra 2023/2024, emitiu uma nota hoje (dia 19), para reforçar o compromisso de abastecimento interno.

    Segundo a entidade, os produtores gaúchos, responsáveis por mais de 70% da produção brasileira de arroz, enfrentaram dificuldades significativas durante o desenvolvimento da safra, mas reiteraram o compromisso de garantir a segurança alimentar do povo brasileiro.

    A queda da produtividade das lavouras do RS, segundo a Federarroz, na safra 2023/2024, ao que tudo indica, será ainda maior que as projeções efetuadas no início e ao longo deste período.

    “A afirmação decorre do fato de que as primeiras lavouras colhidas no Estado vêm, corroborando as expectativas dessa entidade, apresentando produtividade de até mil quilos a menos por hectare em relação à última safra, situação que revela indicativos de confirmação de produção aquém das projeções iniciais realizadas por diversos agentes do setor, públicos e privados”, destaca o comunicado.

    Produtividade ainda menor está por vir

    A entidade ainda se manifesta lembrando que as lavouras que serão colhidas nos meses de abril e, possivelmente, em maio, revelam tendência de produtividade ainda menor, tendo em vista que cerca de 30% da safra do Estado foi plantada fora do período ideal, situação que reverterá, inquestionavelmente, na queda, ainda maior, dos números finais da safra 2023/2024.

     “Desse modo, a par dos inúmeros desafios enfrentados pelos produtores e da referida garantia da segurança alimentar, vale ressaltar que os fatos acima comprovam os fundamentos elementares de mercado, no sentido de que existem robustos indicativos de que os valores de venda do cereal pelos produtores, ao longo da safra 2023/2024, deverão se efetivar em patamares aptos a cobrir o elevado custo de produção da cultura, mantendo patamares das últimas safras, situação fundamental para a economia do Estado, na medida em que mantém os produtores na atividade”, observa a nota.

    Oportunidade de negócios

    O comunicado da Federarroz lembra ainda que, tendo em vista que os números de produção, importação e passagem de estoque revelam a garantia da segurança alimentar dos consumidores brasileiros, indica que os produtores devem estar atentos às oportunidades de negócios referentes à exportação.

    Segundo a Federarroz as oportunidades de negócios seguem surgindo, vez que pertinente a manutenção de mercados consumidores internacionais duramente abertos nos últimos anos, fato que foi imprescindível para organização do setor e que não pode deixar de ser abastecido pela produção gaúcha.

    “A Federarroz, assim, demonstra, mais uma vez, que segue imbuída na sua missão de adotar medidas aptas a viabilizar a produção de arroz no Estado, de modo a ofertar ao povo brasileiro acesso à alimentação de qualidade, saudável e produzida com respeito ao meio ambiente, sendo uma das culturas que mais emprega no país”, conclui o comunicado da entidade.

    Queda no preço do arroz?

    Na semana passada, o governo federal afirmou que espera uma queda em torno de 20% no preço do arroz já a partir de abril. Além disso, afirmou que vai preparar novas medidas de estímulo ao aumento da produção de alimentos básicos no próximo Plano Safra 2024/25. A medida atenderá em especial além da produção de arroz, o feijão, milho, trigo e mandioca.

    Entre novembro e janeiro, o grupo de alimentação e bebidas foi o que mais pesou no cálculo da inflação, no bolso dos brasileiros.

    No caso do arroz, a queda no preço é projetada pelo governo para acontecer na virada do mês de março para abril, à medida que haja reposição de estoques a preços menores.

    “O Rio Grande do Sul produz praticamente 85% do arroz consumido no Brasil e tivemos enchentes no Rio Grande do Sul exatamente nas áreas produtoras, o que deu certa instabilidade. O fato é que estamos com a colheita em torno de 10% no Rio Grande do Sul e os preços aos produtores já desceram de R$ 120 para em torno de R$ 100 a saca. O que esperamos é que se transfira essa baixa dos preços, os atacadistas abaixem também na gôndola do supermercado, que é onde as pessoas compram”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro na semana passada.

    “A gente espera, então, que com o caminhar da colheita, que chegamos a 50% e 60% nos próximos dias, da colheita de arroz, esse preço ainda ceda um pouco mais”, acrescentou Fávaro.

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