Onde a cesta básica ficou mais cara no Brasil?

    Custo sobe em 10 capitais brasileiras no mês de abril

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    Onde a cesta básica ficou mais cara no Brasil?
    08deMaiode2024ás11:11

    A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, conduzida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o custo da cesta básica em abril subiu em 10 das 17 capitais brasileiras.

    As maiores elevações na cesta básica entre março e abril foram registradas nas capitais nordestinas.

    A que apresentou a maior alta no período foi Fortaleza, com aumento de 7,76%, seguida por João Pessoa (5,40%), Aracaju (4,84%), Natal (4,44%), Recife (4,24%) e Salvador (3,22%).

    Já as maiores quedas ocorreram em Brasília (-2,66%), Rio de Janeiro (-1,37%) e Florianópolis (-1,22%).

    A cesta mais cara do país foi observada em São Paulo, onde o conjunto dos alimentos básicos custava, em média, R$ 822,24, seguida pela do Rio de Janeiro (R$ 801,15).

    Quais os preços da cesta básica nas capitais?

    • São Paulo - R$ 822,84
    • Rio de Janeiro - R$ 801,15
    • Florianópolis - R$ 781,53
    • Porto Alegre - R$ 775,63
    • Campo Grande - R$ 732,75
    • Brasília - R$ 727,76
    • Vitória - R$ 726,82
    • Curitiba - R$ 726,64
    • Fortaleza - R$ 714,68
    • Belo Horizonte R$ - 712,70
    • Goiânia - R$ 701,01
    • Belém - R$ 681,45
    • Salvador - R$ 640,12
    • Natal - R$ 632,23
    • Recife - R$ 617,28
    • João Pessoa - R$ 614,75
    • Aracaju - R$ 582,11

    Quais cidades têm a cesta básica mais cara?

    Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 582,11), João Pessoa (R$ 614,75) e Recife (R$ 617,28).

    A comparação dos valores da cesta, entre abril de 2023 e 2024, mostrou que 14 cidades tiveram alta de preço, com variações entre 1,49%, em Brasília, e 9,24%, em Salvador. As reduções foram registradas em Porto Alegre (-1,01%), Campo Grande (-0,68%) e Goiânia (-0,56%).

    Nos quatro primeiros meses de 2024, o custo da cesta básica aumentou em todas as cidades, com destaque para as variações do Nordeste: Recife (14,72%), Salvador (14,14%), Natal (13,70%), Fortaleza (13,37%), João Pessoa (13,36%) e Aracaju (12,54%).

    Com base no custo da cesta mais cara do país - a de São Paulo – e, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo ideal deveria ser de R$ 6.912,69 em abril, o que representa 4,90 vezes o seu valor atual, estabelecido em R$ 1.412,00.

    Em março, o valor necessário era de R$ 6.832,20 e correspondeu a 4,84 vezes o piso mínimo. Em abril de 2023, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.676,11 ou 5,13 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.302,00.

    Feijão e arroz

    O preço do feijão recuou nas 17 capitais, entre março e abril.

    Para o feijão tipo preto, coletado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, as variações oscilaram entre -7,85%, em Porto Alegre, e -2,69%, em Vitória.

    Em 12 meses, houve elevação de preço em todas as cidades, com destaque para Florianópolis (17,31%) e Curitiba (15,45%).

    O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Belo Horizonte e São Paulo, mostrou redução entre - 6,40%, em Belém, e -0,98%, em Salvador, entre março e abril.

    Em 12 meses, todas as cidades registraram diminuição, a mais expressiva em Belém (- 25,94%).

    A maior oferta dos grãos carioca e preto e os altos preços do varejo explicam as reduções em abril.

    Entre março e abril, o preço médio do arroz diminuiu em 15 capitais. As variações oscilaram entre -6,87%, em Goiânia, e -0,33%, em Belo Horizonte. As altas ocorreram em Salvador (3,14%) e Natal (1,66%).

    Em 12 meses, todas as cidades tiveram elevação de preço, as maiores em São Paulo (30,68%) e Goiânia (30,27%). O avanço da colheita em algumas regiões, como Mato Grosso, Tocantins e Goiânia, contribuiu para o aumento da oferta do grão no varejo.

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