Gênica surfa no boom dos biológicos e capta mais R$ 68 milhões em investimentos

    Este é o quarto movimento de captação de recursos realizado pela empresa

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    Gênica surfa no boom dos biológicos e capta mais R$ 68 milhões em investimentos
    26deJunhode2024ás10:32

    A agtech de biológicos Gênica anunciou, hoje, a captação de R$ 68 milhões em nova rodada de investimentos série C, liderada pela Mitsubishi Corporation, que já atua no agronegócio brasileiro, por meio da Agrex do Brasil.

    A rodada também contou com a participação da gestora de venture capital SP Ventures – que já era acionista da Companhia -, e da Vox Capital, que gere um fundo exclusivo do Banco do Brasil (BB Impacto ASG).

    A empresa conta ainda com o fundo Faro FIP e a Mosaic Fertilizantes, além dos fundadores - o engenheiro agrônomo Fernando Reis e o Prof. Dr. Carlos Labate, da ESALQ/USP-, como acionistas no negócio.

    Este é o quarto movimento de captação de recursos realizado pela empresa, como parte essencial da estratégia de impulsionar seu crescimento no mercado brasileiro e fortalecer sua estrutura de capital. A transação está sujeita à análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

    O que é a Gênica?

    Fundada em 2015, a Gênica é comandada pelo engenheiro agrônomo Marcos Petean e rapidamente se consolidou no mercado de bioinsumos como uma potência inovadora.

    No ano passado, a empresa gerou uma receita de R$ 130 milhões, o dobro do registrado no período anterior, e o plano é crescer o indicador em 75% em 2024.

    Desde 2019, a Companhia tem expandido de tamanho de forma consistente, com o apoio de seus investidores, para consolidar sua posição entre os cinco principais participantes do segmento de biológicos.

    “A natureza desse negócio, com suas particularidades específicas, demanda capital. E para uma indústria em crescimento tão acelerado como a de biológicos, essa necessidade é ainda mais evidente. Assim, tem sido um processo bastante enriquecedor encontrar parceiros dispostos a nos acompanhar nessa trajetória”, reflete Marcos Petean, CEO da Gênica.

    Com uma plataforma voltada às soluções para a agricultura regenerativa, a empresa atua com um portfólio completo de biológicos, plantas de cobertura e bioestimulantes para a realização de três atividades-chave na produção: manejo eficiente de pragas e doenças, eficiência de uso de fertilizantes e manejo fisiológico para produtividade e mitigação de estresses abióticos.

    Combinadas, essas soluções auxiliam genuinamente o produtor rural na implementação de um sistema de produção regenerativo, mais produtivo, rentável e sustentável.

    A Gênica emprega cerca de 300 funcionários e recentemente triplicou sua capacidade de produção para atender à crescente demanda do mercado.

    Além disso, realizou investimentos significativos em seu time de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para fortalecer seu portfólio de produtos, que contribuem para uma agricultura mais sustentável e para a segurança na produção de alimentos.

    “Nossa empresa possui uma iniciativa interna de inovação extremamente robusta. O investimento em Pesquisa e Desenvolvimento é significativo e está sendo intensificado. Nossa localização atual na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, é de suma importância, pois nos coloca em proximidade com as universidades e nos permite explorar oportunidades junto a startups do setor”, explica Marcos.

    A empresa tem investido também em novas gerações de insumos biológicos orientados para moléculas orgânicas e metabólitos de microrganismos, potentes ferramentas para proteção de plantas: “enxergamos enorme potencial de contribuir no mercado de fungicidas biológicos”, agrega o executivo.

    Mercado de Bioinsumos

    Estudo realizado pela CropLife Brasil, em parceria com a S&P Global, projeta um valor de R$ 17 bilhões para o mercado de bioinsumos no Brasil até 2030. Além disso, segundo a Associação Brasileira de Bioinsumos (ABBIns), o país lidera a adoção dessa solução na agricultura, especialmente entre os grandes produtores.

    De acordo com dados divulgados pela ABBIns, atualmente, cerca de 10% da área agrícola brasileira, o equivalente a aproximadamente 10 milhões de hectares, já utiliza bioinsumos para o controle de pragas. Em contrapartida, no universo dos fertilizantes, há cerca de 40 milhões de hectares sendo tratados com os inoculantes.

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