Governo Lula tem semana decisiva com definições importantes para o agro
Plano Safra será lançado e nova data leilão de arroz deve ser definida

Os olhares do agronegócio nacional estarão atentos nesta semana diante de duas decisões importantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta semana, deve sair a data do novo leilão do arroz importado e será lançado o Plano Safra 2024/2025.
O anúncio do Plano Safra está programado para quarta-feira (dia 3) depois de ter sido adiado. Na semana passada, o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o Plano Safra 2024/2025 será de R$ 475,5 bilhões.
O montante é 16,6% mais baixo que o demandado pelo setor. A expectativa de entidades e players do agro para o Plano Safra 2024/2025 era de R$ 570 bilhões.
“No nosso entender, isso é insuficiente. Há um descompasso de números no valor apresentado pelo governo”, disse o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania), que é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Ele avaliou que o valor necessário seria mesmo o de R$ 570 bilhões.
Nesta terça-feira, a FPA se reúne e deve emitir uma nota um dia antes do anúncio oficial do governo.
Segundo o ministro, a agricultura empresarial terá R$ 400,58 bilhões de crédito, sendo R$ 293,88 bilhões para custeio e comercialização e R$ 106,7 para investimentos. A agricultura familiar terá R$ 74,98 bilhões.
Lula se manifesta
Hoje (dia 1º), em entrevista à Rádio Princesa, em Feira de Santana, na Bahia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Plano Safra terá dois grandes programas de financiamento e juros subsidiados
“Nós já fizemos no ano passado o maior programa de financiamento de agricultura da história deste País. Serão dois grandes programas de financiamento, juros subsidiados, para que as pessoas possam continuar trabalhando, porque eu acho que nós temos que levar em conta que o agronegócio hoje é responsável por grande parte da riqueza do Brasil, e é importante que continue assim", disse.
Segundo Lula, o governo vai trabalhar para o agronegócio continuar crescendo. “A gente vai trabalhar para o agronegócio continuar crescendo, a gente vai trabalhar para que o pequeno e médio produtor continue crescendo, e a gente vai trabalhar para a indústria brasileira voltar a crescer”.
Vai ter leilão?
O ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira afirmou que um novo edital deverá sair na primeira quinzena de julho – a data, porém, pode ser definida também nesta semana.
“Nós vamos fazer requisitos mais fortes para quem for participar do leilão para não ter aventureiros”, explicou Teixeira.
Amanhã (dia 2), o Mapa faz a segunda reunião com representantes da cadeia produtiva do arroz para avaliar medidas alternativas à proposta do Executivo de realizar novo leilão para compra pública do cereal importado.
O governo abriu diálogo para ouvir as propostas dos arrozeiros para encontrar soluções para a crise que se estabeleceu após o adiamento do leilão.
Os produtores deverão apresentar um documento ao governo em que garantem o abastecimento interno e mostram que o preço ao consumidor final está entre R$ 5 e R$ 7 por quilo.
Segundo o Globo Rural, há chance do leilão ser suspenso pelo governo.
Há três semanas, o governo federal cancelou a compra de 263,3 mil toneladas de arroz importado, sob a alegação de que as quatro vencedoras de um leilão não comprovaram capacidade técnica. Com o cancelamento, Neri Geller, foi demitido
Na semana retrasada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou que o leilão foi anulado por motivo de falcatrua.
Outra medida esperada
O agro também espera que o governo defina o substituto de Neri Geller como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária nesta semana.
Alexander Padilha, ministro das Relações Institucionais, foi definido pelo governo como o responsável para escolher o “dono da vaga”.
Padilha definiu o ex-presidente dos Correios e do Sebrae, Guilherme Campos Júnior como substituto, mas o cargo não foi oficializado e desagradou os ruralistas.
A FPA é favorável ao nome do assessor especial do Ministério da Agricultura Carlos Ernesto Augustin, o “Teti”, para assumir a vaga.
Segundo a FPA, Teti tem histórico de proximidade e boa convivência com os setores do agro, conforme informou o Globo.
