Ministro Fávaro revela valor de R$ 475,5 bilhões para o Plano Safra 2024/2025
Afirmação foi divulgada pelo jornal Valor e fica 16% abaixo da demanda do setor
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O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o Plano Safra 2024/2025 será de R$ 475,5 bilhões, conforme publicado pelo jornal Valor há poucos minutos.
Caso confirmado no anúncio oficial do Governo Federal, marcado para a próxima semana, o montante é 16,6% mais baixo que o demandado pelo setor.
A expectativa de entidades e players do agro para o Plano Safra 2024/2025 era de R$ 570 bilhões. A cifra foi apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no final de abril.
Até mesmo interlocutores do governo, como a ministra Simone Tebet, teriam declarado que o Plano Safra poderia chegar aos R$ 510 bilhões.
Ainda assim, o Plano Safra 2024/2025 seria o maior valor da história. O Plano Safra 2023/2024 somou R$ 441,92 bilhões em recursos anunciados, com aumento de 29,6% em relação ao ano anterior (2022-2023), dos quais R$ 435,8 bilhões foram liberados.
Segundo o ministro, a agricultura empresarial terá R$ 400,58 bilhões de crédito, sendo R$ 293,88 bilhões para custeio e comercialização e R$ 106,7 para investimentos. A agricultura familiar terá R$ 74,98 bilhões. “É um Plano Safra, no mínimo, 20% maior que o atual”, disse à reportagem do Valor.
A explicação para o percentual de alta de 20% foi curiosa. “Serão quase 10% maiores que do atual [de R$ 435,8 bilhões] em um cenário de queda dos custos de produção de grãos também próxima de 10%. Por isso, avaliou, o montante disponível será 20% maior”, reproduziu o Valor.
Equalização de juros
Ainda segundo o periódico, o custo com equalização de juros do Plano Safra vai aumentar 23%, para R$ 16,7 bilhões. Para a agricultura empresarial, o Tesouro Nacional vai aplicar R$ 6,3 bilhões em equalização de juros, em comparação aos R$ 5,1 bilhões da safra atual.
Para a agricultura familiar, o Tesouro Nacional vai aplicar R$ 10,4 bilhões em equalização de juros, em relação aos R$ 8,5 bilhões da safra atual.
O ministro também confirmou a linha em dólar para custeio via BNDES com taxas pré-fixadas. Além disso, o Plano Safra 2024/25 deve ter desconto de até 1 ponto percentual nos juros de custeio para os produtores que adotam boas práticas.
Fávaro afirmou ainda que as emissões de cédulas do produtor rural (CPRs) com recursos de letras de crédito do agronegócio (LCAs) deverão ser de R$ 106,5 bilhões na safra 2024/25, “Somando esses recursos de CPRs, que têm incentivo tributário, são mais de R$ 582 bilhões no Plano Safra 2024/25”, disse.
Segundo Fávaro, foi uma determinação do presidente Lula que o BNDES entrasse com “pé no acelerador” no Plano Safra. “Foi determinação do presidente esse incremento de mais de 23% de recursos do Tesouro para o Plano Safra continuar ser grande, batendo recorde, apostando na nossa agropecuária”, afirmou.