Não vamos aceitar juros altos e ausência de seguro, avisa Lupion sobre Plano Safra

    FPA explica que vai aguardar anúncio oficial dos números e, depois tomar um posicionamento

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    Não vamos aceitar juros altos e ausência de seguro, avisa Lupion sobre Plano Safra
    02deJulhode2024ás15:56

    Com uma semana de atraso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lançam o Plano Safra 2024/2025 amanhã (dia 3), em Brasília, às 15h.

    Hoje (dia 2), o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (PP-PR) ressaltou que a bancada vai primeiro aguardar o anúncio oficial para conhecer os números e, assim, tomar um posicionamento. Porém, ele deixou um aviso.

    “Deixamos claro que esta frente parlamentar não está aqui apenas para criticar. Quando algo for correto e positivo, vamos aplaudir. Então, é óbvio que, se aumentar o volume, se aumentar a equalização, se conseguir diminuir os juros, vamos aplaudir. Agora, não vamos aceitar juros altos e a ausência de seguro. Queremos um Plano Safra que efetivamente seja plausível e necessário para atender o setor,” disse.

    Na semana passada, Carlos Fávaro afirmou que o Plano Safra 2024/2025 será de R$ 475,5 bilhões.

    O montante é 16,6% mais baixo que o demandado pelo setor. A expectativa de entidades e players do agro para o Plano Safra 2024/2025 era de R$ 570 bilhões.

    Hoje, o Globo Rural divulgou que o governo federal vai somar os recursos direcionados das fontes de crédito rural para aplicação em Cédulas de Produto Rural (CPRs) no número geral do Plano Safra 24/25. Isto nunca tinha acontecido nos planos anteriores.

    Assim, o valor total de recursos disponíveis aos produtores na temporada será de R$ 582 bilhões, sendo R$ 475,5 bilhões das linhas tradicionais e R$ 106,5 bilhões das CPRs direcionadas.

    Setores do agro já manifestaram que se for confirmado isso seria uma “manobra” do governo para reforçar os recursos do Plano Safra e evitar críticas.

    Reforma Tributária

    A bancada se reuniu hoje também para analisar as últimas demandas da regulamentação da Reforma Tributária, em uma semana de esforço concentrado para análise da matéria na Câmara dos Deputados. A previsão é que o Grupo de Trabalho apresente o texto ainda nesta semana ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

    Pedro Lupion destacou que a FPA apresentou vários pontos que impactam o setor produtivo e realizou diversas reuniões com o grupo de trabalho.

    “Amanhã temos mais conversas. Estamos tentando garantir que, posteriormente, não haja necessidade de reações, que no texto do grupo de trabalho já estejam contemplados os nossos pleitos. É uma negociação extremamente intensa quanto ao cooperativismo, aos insumos agropecuários e à tributação do produtor, além da composição da cesta básica.”

    Lupion ressaltou que estão aguardando o texto para avaliar o conteúdo e entender o que ainda precisa ser modificado.

    “Teremos os artifícios regimentais para reagir a qualquer ponto negativo ao nosso setor. Lembrando que somos uma frente parlamentar organizada, com bastante voto, e colocamos questões primordiais ali. Há pontos dos quais não abrimos mão. Ou a FPA está junto, ou não está. As negociações estão em um nível bem alto para que possamos avançar”, concluiu Lupion.

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