Mato Grosso pode completar 150 dias sem chuva nesta semana, diz Fundação Rio Verde

    Situação sem precedentes soma-se a um ciclo “ruim” na temporada 2023/2024

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    Mato Grosso pode completar 150 dias sem chuva nesta semana, diz Fundação Rio Verde
    14deOutubrode2024ás17:49

    O Mato Grosso pode completar 150 dias sem chuva em diversas de suas regiões nesta semana. A situação, que já atrasou o plantio de soja 1ª safra, pode impactar outros cultivos como o algodão e o milho no estado.

    Isso porque as próximas culturas devem ser plantadas até o final de janeiro, mas isso fica inviável se a colheita de soja estiver “muito atrasada” para ocorrer até final de janeiro. 

    A situação tem preocupado os produtores locais, não só pelo impacto na soja, mas também em como isso se refletirá na segunda safra, seja do cereal como da fibra.

    “No caso do algodão, temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares. A falta de chuva para a soja promete ter uma influência direta na implantação dessa área, com fortes riscos de viabilidade de cultivo para o produtor local”, explica o diretor executivo da Fundação Rio Verde e Show Safra, Rodrigo Pasqualli.

    De acordo com o especialista, a área agricultável do estado, atualmente, está em torno de 12,4 milhões de hectares para plantio de soja, mas a evolução do plantio está aquém do obtido nos últimos anos.

    Embora o Mato Grosso tenha particularidades quanto ao solo e clima, Pasqualli admite que essa extrema seca tem sido algo inédito na região e, consequentemente, uma fase bem difícil para os produtores locais. 

    Além disso, os campos mato-grossenses também sofreram por recentes queimadas, afetando ainda mais o cultivo local.

    “É nítido que estamos passando por um momento delicado no agro, principalmente no Mato Grosso, que é um estado tão importante para o setor como um todo”, pontua.

    Estratégias

    Rodrigo explica que toda a equipe de pesquisa da Fundação Rio Verde está mobilizada para entender estratégias e rotas que podem ser seguidas a fim de diminuir o impacto da seca.

    O cenário preocupante soma-se à quebra de produtividade da temporada 2023/2024. 

    Além da seca, a região enfrentou desafios na produção da safra anterior, chegando a pouco rendimento na colheita e menores preços e, consequentemente, faturamento limitado.

    Totalmente voltada às necessidades do produtor rural, a Fundação Rio Verde, instituição sem fins lucrativos que atua nos bastidores do evento Show Safra, segue realizando investimentos.

    O grupo conta com profissionais, cientistas, engenheiros agrônomos, entre outros, para pensarem exclusivamente em como solucionar os problemas encontrados pelo produtor da região.

    “Estamos com grandes expectativas com novos testes em tecnologias e soluções para entender como podemos ajudar a mitigar tais danos causados pela seca. Ansiamos colher resultados antes do início da segunda safra”, finaliza.

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